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Incêndio mata três crianças na zona Leste de Porto Alegre

Mãe havia ido à padaria e pai estava no trabalho quando fogo tomou conta da casa, no bairro Partenon

Incêndio mata três crianças na zona Leste de Porto Alegre
Incêndio mata três crianças na zona Leste de Porto Alegre Foto : Mauro Schaefer
Três crianças de uma mesma família morreram carbonizadas na tarde desta quarta-feira, na zona Leste de Porto Alegre. Clara Graciela Bastos Santana, quatro anos, Andrius Bastos da Silva, seis, e Wander Bastos da Silva, sete, não conseguiram sair da casa, na rua Capitão Cristalino Fagundes, no bairro Partenon. Os pais das crianças ficaram em estado de choque. Andrius completaria sete anos nesta quinta.

Amigos e familiares da família se reuniram na rua onde ficava a casa. “A comunidade está em estado de choque”, disse a professora Sílvia Regina Pinheiro Neis, diretora da escola Coronel Aparício Borges, onde duas das crianças estudavam. “São três anjinhos que foram para o céu”.

Primeiro a chegar ao local, o soldado Miquéias Vieira Rodrigues, do 4º RPMon, lembrou que as labaredas eram muito altas. Ele estava no quartel, quando foi chamado por um colega e correu para ajudar. “O calor era intenso e não pude fazer nada”, lamentou o policial militar.

A mãe tinha ido à padaria e, quando retornou, se deparou com a casa em chamas. Ela entrou em estado de choque e teve que ser atendida por paramédicos. O pai, Geyson da Rosa Sanatana, estava no serviço e foi avisado da tragédia. Ele tembém estava muito abalado e era amparado por amigos.

A aposentada Maria da Conceição da Silva dos Santos, vizinha das vítimas, mal consegue falar ao lembrar os gritos das crianças pedindo socorro. Ela disse que o portão da frente estava fechado e teve que ser derrubado, mas as chamas impediram que as pessoas se aproximassem da casa. A mãe das crianças, quando chegou da padaria, começou a gritar pelos filhos. "Foi horrível", definou a aposentada. "O desespero das crianças, gritando por socorro e não se podendo fazer nada", comentou, lembrando que o avô delas é deficiente visual e a avó levou um tombo no momento em que se mobilizava para tentar ajuda.

Segundo os bombeiros, as crianças ficaram encurraladas, pois as janelas da casa têm grades, o que impediu as vítimas de saírem. Segundo a professora Sílvia Regina, um dos bombeiros lhe disse que uma das crianças foi encontrada debaixo da cama, a outra próxima a esta, e a terceira, em outro quarto.
 
O comandante da operação dos bombeiros no local, major Jefferson Ecco, afirmou que apenas a perícia apontará as causas do incêndio. “Fato é que a casa é de madeira, material que propaga mais rápido o fogo, além disso havia mais materiais inflamáveis dentro da residência, como roupas”, explicou.

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