Integrantes das ouvidorias do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) chegam na manhã desta sexta-feira ao Instituto Federal Farroupilha, em Alegrete, na Fronteira Oeste, para negociar a saída de aproximadamente 80 sem-terras. Na quinta-feira, o grupo invadiu o campo da escola, que oferece cursos técnicos especialmente na área da agropecuária.
Os integrantes do MST estavam do outro lado da cerca, nas margens da ERS-377, e na quarta-feira expirou o prazo judicial para que deixassem a área, de propriedade do Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), onde estavam há seis meses. Como não tinham para onde ir ou como se locomover para outro local, os colonos resolveram pular a cerca e montar duas grandes barracas de lona dentro do Instituto Farroupilha.
A Brigada Militar de Alegrete havia informado, na quinta, que a diretora Carla Comerlato Jardim tinha cedido o espaço, mas ela contesta a informação. Disse que só ficou sabendo da ocupação no início da manhã, quando as barracas já estavam no local. Mas, segundo Carla, como eles prometeram não causar danos à propriedade, puderam ficar. No entanto, a diretora espera que, com a chegada dos ouvidores agrários, a situação seja resolvida ainda hoje.
A mulher ressalta que a cerca não foi cortada e não houve qualquer tipo de depredação no campo da escola. Justamente por isso, Carla Jardim entendeu ser melhor pedir a intervenção dos ouvidores agrários em vez de acionar a Brigada Militar.
Incra vai negociar saída do MST de área em Alegrete
BM informou que a diretora de escola cedeu o local, mas ela nega