Joaquim José Soares Neto, presidente do Inep, órgão de pesquisas ligado ao MEC (Ministério da Educação), afirmou nesta quarta-feira que abriu uma sindicância para apurar eventuais responsabilidades de funcionários no episódio que resultou no vazamento da prova do Enem. Depois de quase três meses de auditoria, o Inep não responsabilizou ninguém pela fraude até agora.
Baseado nos resultados da auditoria interna e no inquérito da Polícia Federal sobre o vazamento, o Inep decidiu, por enquanto, pedir o ressarcimento dos R$ 38 milhões pagos às empresas do Connasel (Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção), que aplicaria a prova que acabou vazando.
As investigações do Inep indicam que houve descumprimento contratual pelo consórcio - as informações foram divulgadas oficialmente nesta quarta-feira.
De acordo com Soares Neto, as empresas que faziam parte do consórcio foram notificadas e têm um prazo de cinco dias para apresentar uma resposta. Após esse prazo, o Inep vai oficiar a Advocacia Geral da União para que busque o ressarcimento judicialmente.
Além dessa providência, o presidente do órgão informou que o Inep pedirá a execução de uma fiança bancária de R$ 6 milhões apresentada pelo consórcio como garantia.
As informações são do R7.
Inep abre sindicância para investigar vazamento do Enem 2009
Órgão vai pedir o ressarcimento de R$ 38 milhões pagos ao antigo consórcio