Em um descampado, margeando uma das pistas de decolagem, foi montado um quadrado de metal – simulando uma aeronave –, onde foi colocado combustível, simulando a queda de um avião. Em seguida, foi ateado fogo, com altas chamas, cujo calor podia ser sentido a cerca de 10 metros. Um pouco além, 66 voluntários foram os dublês dos feridos. O teste demorou uma hora e meia
Cerca de 200 pessoas participaram da ação, que contou com o apoio do Quinto Comando Aéreo Regional, do Corpo de Bombeiros, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), do Hospital de Pronto Socorro e também de uma empresa aérea do aeroporto.
Exercício serviu para avaliar erros e acertos em casos de emergência
As pessoas ficaram estendidas no meio do gramado, maquiados como se tivessem sofrido um acidente real. Braços quebrados ou como se tivessem queimados, ferimentos na cabeça, entre outros, completavam o cenário. “Estas manobras servem para que possamos avaliar o que estamos fazendo, ver os acertos e os erros, para corrigi-los”, disse o superintendente do aeroporto, Jorge Herdina.
Do início do fogo no suposto avião até a chegada do pessoal do Centro de Operação de Emergência, com os caminhões-tanques, foram 44 segundos. Três minutos depois, o fogo estava parcialmente controlado, já permitindo que as equipes de socorro entrassem em ação. Em 4 minutos e 47 segundos, o incêndio foi debelado. Ambulâncias do Samu e um caminhão do Corpo de Bombeiros ajudaram na ação. “Foi um exercício muito positivo, com um tempo de resposta ótimo”, comemorou o superintendente. “Em 45 minutos, a contar do início das chamas, todos os 37 passageiros (dublês) tiveram atendimento e foram encaminhados ao hospital.”
Teste promovido em Porto Alegre durou uma hora e meia | Foto: Divulgação / CP