A Promotoria de Defesa do Meio Ambiente instaurou inquérito civil para apurar responsabilidades e motivar medidas para promover a recuperação do Monumento aos Açorianos, em Porto Alegre. A obra, de autoria do escultor Carlos Gustavo Tenius, foi construída na década de 1970 em homenagem à chegada dos primeiros casais de açorianos que povoaram a Capital.
Conforme a promotora de Justiça Ana Maria Moreira Marchesan, o inquérito foi motivado pela deterioração, especialmente, na base do monumento. As peças de aço estão corroídas em decorrência da acidez natural da terra.
O autor da obra foi ouvido pela promotora na tarde desta segunda-feira. Conforme o artista, já houve tentativas de recuperação, mas nenhuma foi bem sucedida. “As chapas que o sustentam estão se desmanchando. A corrosão é inevitável. Qualquer dia o monumento vai adernar”, alerta Tenius.
“Considerando a importância cultural do monumento, além de restaurar, também são necessárias providências que previnam contra este problema”, destaca a promotora. Segundo ela, o Ministério Público buscará, junto à prefeitura, soluções para o problema. Posteriormente, será avaliada a necessidade de ajuizamento de uma ação civil pública.
O Monumento aos Açorianos foi inaugurado em 1974. Conforme Carlos Gustavo Tenius, sua construção foi feita a pedido do então prefeito de Porto Alegre Telmo Thompson Flores, que queria uma obra de arte próximo de cada viaduto construído na cidade. Localizado no Largo dos Açorianos, que também abriga a histórica Ponte de Pedra, a estrutura lembra uma caravela formada por corpos humanos e representa a vitória e o progresso.
Inquérito civil apura deterioração do Monumento aos Açorianos
Peças de aço da estrutura estão corroídas em decorrência da acidez natural da terra