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Inquérito de rompimento de dique na Capital é concluído sem indiciamentos

Prefeitura tinha convicção de ação criminosa no incidente que alagou 700 casas

Apesar da convicção da administração municipal de que foi criminoso o rompimento de dique no bairro Sarandi, na zona Norte de Porto Alegre, a Polícia Civil concluiu o inquérito sem identificar os indícios de crime apontados pela prefeitura. O documento foi encaminhado ao judiciário nessa segunda-feira. O incidente resultou no alagamento de cerca de 700 casas, no fim de agosto.

De acordo com o delegado Omar Abud, a perícia ficou prejudicada pelo trabalho de servidores da prefeitura, que precisaram interferir no rompimento para conter o alagamento. A intervenção, no entanto, pode ter consumido provas, cogitou o policial. “Não houve elementos para apurar a autoria”, concluiu o delegado.

O chefe do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) chegou a entregar documentos e prestar depoimento levantando a suspeita de que a abertura do dique foi resultado de sabotagem. Tarso Boelter disse à polícia, na época, que as prefeituras de Alvorada e Cachoeirinha haviam procurado o DEP para solicitar a abertura das comportas da represa, o que foi negado.

Boelter também mostrou mais de 400 fotografias do local na tentativa de ajudar no trabalho da polícia. O dique represa o rio Gravataí. O secretário de Defesa Civil de Porto Alegre, Ernesto Teixeira, classificou o caso como sendo a maior tragédia de derramamento de água em Porto Alegre depois da grande enchente de 1941.


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