De acordo com o delegado Omar Abud, a perícia ficou prejudicada pelo trabalho de servidores da prefeitura, que precisaram interferir no rompimento para conter o alagamento. A intervenção, no entanto, pode ter consumido provas, cogitou o policial. “Não houve elementos para apurar a autoria”, concluiu o delegado.
O chefe do Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) chegou a entregar documentos e prestar depoimento levantando a suspeita de que a abertura do dique foi resultado de sabotagem. Tarso Boelter disse à polícia, na época, que as prefeituras de Alvorada e Cachoeirinha haviam procurado o DEP para solicitar a abertura das comportas da represa, o que foi negado.
Boelter também mostrou mais de 400 fotografias do local na tentativa de ajudar no trabalho da polícia. O dique represa o rio Gravataí. O secretário de Defesa Civil de Porto Alegre, Ernesto Teixeira, classificou o caso como sendo a maior tragédia de derramamento de água em Porto Alegre depois da grande enchente de 1941.