Em razão do isolamento da vias, o trânsito precisa ser alterado e causa congestionamentos. Segundo Rodrigo Baum, coordenador de trânsito no Centro da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), a decisão de interromper o acesso foi tomada para garantir a segurança de quem transita próximo ao edifício. “Moradores ouviram ruídos durante a noite e a Defesa Civil percebeu que uma parede interna desmoronou. Manteremos o bloqueio até que a inspeção seja concluída e não tenha perigos de novos desabamentos”, resumiu.
Na semana passada, o Correio do Povo alertou sobre as más condições do prédio em ruínas e a preocupação dos moradores. O arquiteto Rogério Nazari, de 61 anos, morador da rua Riachuelo, relata que a o local, em razão da avançada deterioração, causa insegurança. “É uma pena ver um edifício tão imponente ser consumido pelo tempo sem qualquer cuidado. Sei que é patrimônio e não podem implodir, mas algo tem que ser feito em nome do bem estar de quem caminha pelo Centro. Do contrário, é uma tragédia anunciada”, argumentou.
De acordo com a Secretaria Municipal de Obras Públicas e Viação (Smov), em 2010, quando o local foi interditado os proprietários foram notificados e autuados por não terem feito adequações nas estruturas e pela má conservação do prédio, que pertence à família Granata. A informação foi contestada pelo advogado Edgar Granata. Conforme informações do defensor, as melhorias solicitadas foram atendidas. Granata ressaltou ainda que mesmo com a interdição, a Smov ainda não buscou uma solução para o local, que se deteriora cada vez mais, sem manutenção.
Em nota, a secretaria afirmou que o laudo analisará as características, deformidades, nível de degradação dos materiais. No entanto, como as responsabilidades do bem particular continuam sendo do proprietário, a prefeitura vai entrar judicialmente, com as medidas cabíveis, pedindo a indenização dos custos das intervenções realizadas.