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Instituto do Cérebro é inaugurado em Porto Alegre

Local atenderá pacientes com doenças neurodegenerativas e lesões cerebrais

Solenidade contou com a presença de diversas autoridades
Solenidade contou com a presença de diversas autoridades Foto : Pedro Revillion
Com investimento de R$ 35 milhões, foi inaugurado nesta quarta-feira em Porto Alegre o Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (InsCer/RS), que atenderá pacientes com doenças neurodegenerativas e lesões cerebrais. No local, pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), de convênios e particulares, terão acesso às novas tecnologias de diagnóstico e poderão no futuro receber terapias com células-tronco e novos fármacos.

Construído com recursos do Ministério da Saúde e da União Brasileira de Educação e Assistência, mantenedora da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), o InsCer/RS recebeu também verbas da Financiadora de Estudos e Projetos/Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por intermédio de emenda parlamentar. Um novo prédio de 2.549 m², dentro da PUCRS, divididos em três pavimentos, já abriga mais de 60 funcionários, entre pesquisadores, médicos, farmacêuticos, engenheiros, e outros especialistas.

Conforme o diretor do instituto, neurologista Jaderson Costa da Costa, com o desenvolvimento gradativo dos projetos espera-se que no futuro o local funcione 24 horas durante sete dias por semana. A meta é alcançar 4 mil atendimentos até o final de 2012, nas modalidades de pesquisa e assistência. “O InsCer/RS abrange pesquisa,
desenvolvimento científico, educação, diagnóstico e tratamento de doenças neurológicas, com objetivo de geração e difusão de conhecimento para todos os segmentos da população e benefício do paciente”, destacou Costa durante a solenidade de inauguração, que contou com a participação de inúmeras autoridades.

O instituto também será centro de ensino, principalmente voltado a disciplinas das áreas de engenharia, física nuclear, radiofarmácia, síntese orgânica e imagens médicas. “O instituto é um núcleo com facilidades para que todos na universidade o utilizem”, explicou o diretor. O coordenador científico, neurocientista Iván Izquierdo,
destacou que os maiores avanços se dão nos centros em que há contato entre a clínica e a pesquisa. “O diálogo com neurologistas e neurocirurgiões permitirá um passo adiante”, ressaltou.

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