Tiago Holzmann da Silva afirma que o acordo promovido entre o Ministério Público e a Construtora Goldzstein não teve participação popular e tem como resultado a preservação das migalhas do patrimônio da cidade. “É uma decisão unilateral, ou seja, o MP chamou apenas a empresa para conversar e estabelecer um acordo. Não chamou os moradores, as entidades, as universidades, os outros interessados nesse tema. E com um resultado muito nefasto que é de quebrar ao meio o patrimônio, como se pudesse ser preservado pelas migalhas, pelas sobras de um grande empreendimento”, criticou o representante dos arquitetos.
O movimento Moinhos Vive foi outro que criticou o acordo assinado pelo procurador José Túlio Barbosa com a construtora. O presidente do movimento, Raul Agostini, avaliou que não foi respeitada a posição dos moradores da região, que reuniram 10 mil assinaturas, em 2003, em um abaixo-assinado contra a demolição. Agostini ainda classificou como “irracional” o acordo, uma vez que as casas representam um conjunto arquitetônico.
O acordo entre MP e Goldzstein foi possível, pois os seis casarões octogenários não estão incluídos na lista de preservação cultural da cidade, ainda que a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) tenha apontado a importância da manutenção do casario. O estudo técnico, entretanto, não foi referendado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc).