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Instituto dos Arquitetos avalia ação judicial para manter casarões do Moinhos de Vento

Acordo entre MP e construtora permite destruição de três dos seis imóveis

Instituto dos Arquitetos avalia ação judicial para manter casarões do Moinhos de Vento
Instituto dos Arquitetos avalia ação judicial para manter casarões do Moinhos de Vento Foto : Paulo Nunes / CP Memória
O Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio Grande do Sul (IAB-RS) já planeja medidas judiciais e um protesto para tentar reverter o acordo que resultará na demolição de três dos seis casarões octogenários da Rua Luciana de Abreu, no bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Além de uma ação judicial que ainda está em estudo, os arquitetos gaúchos planejam organizar uma mobilização de rua com outras entidades para sensibilizar a Prefeitura da Capital. No entender do presidente do IAB-RS, Tiago Holzmann da Silva, a esfera municipal ainda não se envolveu neste tema que diz respeito diretamente à cidade.

Tiago Holzmann da Silva afirma que o acordo promovido entre o Ministério Público e a Construtora Goldzstein não teve participação popular e tem como resultado a preservação das migalhas do patrimônio da cidade. “É uma decisão unilateral, ou seja, o MP chamou apenas a empresa para conversar e estabelecer um acordo. Não chamou os moradores, as entidades, as universidades, os outros interessados nesse tema. E com um resultado muito nefasto que é de quebrar ao meio o patrimônio, como se pudesse ser preservado pelas migalhas, pelas sobras de um grande empreendimento”, criticou o representante dos arquitetos.

O movimento Moinhos Vive foi outro que criticou o acordo assinado pelo procurador José Túlio Barbosa com a construtora. O presidente do movimento, Raul Agostini, avaliou que não foi respeitada a posição dos moradores da região, que reuniram 10 mil assinaturas, em 2003, em um abaixo-assinado contra a demolição. Agostini ainda classificou como “irracional” o acordo, uma vez que as casas representam um conjunto arquitetônico.

O acordo entre MP e Goldzstein foi possível, pois os seis casarões octogenários não estão incluídos na lista de preservação cultural da cidade, ainda que a Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (EPAHC) tenha apontado a importância da manutenção do casario. O estudo técnico, entretanto, não foi referendado pelo Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (Compahc).


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