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Integrantes de assentamento deixam prédio do Instituto Lula em SP

Manifestantes querem que Dilma assine decreto para desapropriar área em Americana

Integrantes de assentamento deixam prédio do Instituto Lula em SP
Integrantes de assentamento deixam prédio do Instituto Lula em SP Foto : Marcelo Camargo / ABr / CP
Durou 32 horas a ocupação de integrantes de um assentamento e estudantes no prédio do Instituto Lula, no Ipiranga, zona sul de São Paulo. Após reuniões entre os assentados e "apoiadores da ação", os invasores decidiram deixar o instituto e manter a ocupação concentrada na sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital paulista. Está marcada para as 17h desta quinta-feira uma reunião com presidente nacional do Incra, Carlos Guedes.

Os invasores chamaram a direção do Instituto Lula para fazer uma inspeção nas dependências. Segundo o diretor da entidade Luiz Dulci, "todos os cômodos estão limpos e em ordem". O segundo andar do prédio, onde fica o escritório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, está "intacto".Na saída, os invasores homenagearam a funcionária do instituto Lula Nina Santos, que é neta do geógrafo Milton Santos, que dá nome ao assentamento na região de Americana, onde 68 famílias vivem a expectativa de sofrer uma reintegração de posse nos próximos dias. "A gente é pequeno, mas é muito corajoso. A nossa situação é desesperadora", disse Paulo Albuquerque, um dos coordenadores da ação.

Albuquerque espera que as negociações desta tarde sejam "satisfatórias" para os assentados e, na sua opinião, a única solução possível é a assinatura do decreto, pela presidente Dilma Rousseff, desapropriando a área por interesse social. O grupo ressaltou que, caso as negociações não avancem, poderão procurar a presidente Dilma, que terá uma ampla agenda de compromissos na capital paulista na sexta-feira. "Se a gente não estiver satisfeito, a gente vai encontrar a presidente Dilma em São Paulo. A gente vai até ela", disse Albuquerque.

Além de manter a ocupação no Incra, os sem-terra anunciaram que as três pessoas que estão em greve de fome e acorrentadas na frente do prédio da Presidência da República, em São Paulo, continuam no local. No início da tarde, o grupo de cerca de 80 pessoas - a maior parte de estudantes - deixou o prédio do instituto aos gritos de "assina 'Dilma vez'" e "Milton Santos: resistência e luta".

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