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Integrantes do MST ocupam prédio do Incra em Porto Alegre

Manifestantes pretendem ficar em jejum até sexta-feira

A direção do edifício informou que deixará os manifestantes no local enquanto o pretesto for pacífico
A direção do edifício informou que deixará os manifestantes no local enquanto o pretesto for pacífico Foto : Vinícius Roratto
Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam a entrada do prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na avenida Loureiro da Silva, área central de Porto Alegre, nesta quarta-feira. Eles pretendem fazer jejum e permanecer no local até sexta-feira. O objetivo do ato é reivindicar o assentamento de mil famílias no interior do Estado que, segundo eles, deveria ter sido feito no final do ano passado.

O acesso ao prédio do Incra ocorre sem restrições e a direção do instituto, através da assessoria de imprensa, informou que deve deixar os manifestantes no local enquanto o ato for pacífico.

Já integrantes da Federação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-Sul) realizaram, nesta manhã, assembleia em três cidades gaúchas para mobilização, buscando pressionar o governo para soluções de pendências no auxílio aos agricultores familiares gaúchos.

A direção da Fetraf-Sul reuniu cerca de 2,5 mil agricultores em Erechim, São Lourenço do Sul e Sarandi. Cerca de mil trabalhadores bloquearam a BR 386, em Sarandi, e outros protestaram em frente a uma agência do Banco do Brasil (BB) em Erechim.

As reivindicações tratam do socorro às vítimas das secas no Rio Grande do Sul e da reestruturação do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf).

Trabalhadores rurais invadem Ministério da Fazenda

Agricultores ligados à Fetraf estão desde as 6h de hoje no prédio do Ministério da Fazenda, em Brasília. Eles pedem uma audiência com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o objetivo de reivindicar recursos públicos para a reforma agrária. Segundo os organizadores, cerca de 300 pessoas participam do protesto. A Polícia Militar, no entanto, estima em 150 o número de manifestantes.

De acordo com a segurança do ministério, os trabalhadores quebraram vidraças e forçaram a entrada no prédio. Segundo Ariolino Ferreira, um dos líderes do movimento, os agricultores só devem deixar o local depois que forem recebidos por Mantega, que ainda não chegou ao local.

Com informações dos repórteres Marcos Koboldt, Gabriel Jacobsen e Dico Reis

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