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Interditada fábrica clandestina de alimentos em Porto Alegre

Mel era armazenado em tóneis de agrotóxicos

A Vigilância em Saúde da Prefeitura de Porto Alegre descobriu e interditou nesta terça, na zona Leste, uma fábrica clandestina de alimentos onde também foram encontrados produtos com validade vencida. Com condições precárias e insalubres, o local fica na Vila Cefer 2. Se os proprietários insistirem em manter o negócio, pode haver cobrança de multa de R$ 5 mil por dia.

Entre os flagrantes, alimentos como mel eram armazenados em tóneis de agrotóxicos, que não podem ser reutilizados. A fábrica não tinha ventilação e o cheiro era muito forte. Ainda segundo a Vigilância, produtos químicos perigosos, como ácido, enxofre e anti-oxidantes, eram manipulados sem cuidado e prevenção.

Os equipamentos usados para produzir alimentos e temperos também eram precários. A maioria havia enferrujado. No local havia toneladas de mercadorias, entre produtos embalados para a venda, conservas, temperos, mel e matérias-primas. Todos eram rotulados com um selo de identificação da fábrica.

A empresa clandestina também tinha mapas indicando pontos de distribuição em todas as regiões da Capital e em cidades da região metropolitana como Canoas, Alvorada e Gravataí.

Os próprietarios barraram os fiscais da Prefeitura e a Brigada Militar teve de forçar a entrada. A recomendação da Vigilância em Saúde é para que donos de supermercados e minimercados que ofereçam os produtos descobertos hoje retirem as mercadorias das prateleiras. O objetivo é evitar a ingestão por clientes e eventuais riscos à saúde.

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