Entre os flagrantes, alimentos como mel eram armazenados em tóneis de agrotóxicos, que não podem ser reutilizados. A fábrica não tinha ventilação e o cheiro era muito forte. Ainda segundo a Vigilância, produtos químicos perigosos, como ácido, enxofre e anti-oxidantes, eram manipulados sem cuidado e prevenção.
Os equipamentos usados para produzir alimentos e temperos também eram precários. A maioria havia enferrujado. No local havia toneladas de mercadorias, entre produtos embalados para a venda, conservas, temperos, mel e matérias-primas. Todos eram rotulados com um selo de identificação da fábrica.
A empresa clandestina também tinha mapas indicando pontos de distribuição em todas as regiões da Capital e em cidades da região metropolitana como Canoas, Alvorada e Gravataí.
Os próprietarios barraram os fiscais da Prefeitura e a Brigada Militar teve de forçar a entrada. A recomendação da Vigilância em Saúde é para que donos de supermercados e minimercados que ofereçam os produtos descobertos hoje retirem as mercadorias das prateleiras. O objetivo é evitar a ingestão por clientes e eventuais riscos à saúde.