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Janeiro úmido agrava risco de dengue no Rio Grande do Sul

Condições climáticas são semelhantes aos de anos em que o Estado teve muitos casos da doença

O Rio Grande do Sul registrou nos últimos anos dengue autóctone – casos contraídos dentro do próprio território – em 2007 e 2010. Em comum entre estes anos, houve a presença do El Niño, que trouxe mais chuva e calor no verão. Em 2008 e 2009, sob o fenômeno La Niña e tempo mais seco, não houve surtos ou epidemias da doença.

Este verão de 2011 é de La Niña, o que em tese significaria um risco menor, mas nas últimas semanas os volumes de chuva têm ficado próximos ou acima da média em grande parte do território gaúcho. No Noroeste do Estado, onde houve grande número de casos no passado, este mês já registra acumulados de 100 a 200 milímetros em diversas cidades. A estação de Frederico Westphalen acumulava até o final da sexta-feira 175 milímetros.

Há ainda o agravante do forte calor e da alta umidade, condições ideais para proliferação de mosquitos. No Norte da Argentina e no Paraguai, zonas vizinhas de alta incidência histórica de dengue, a chuva também tem sido abundante, com muito calor.

Calor aumenta neste domingo

O sol aparece em todo o Rio Grande do Sul neste domingo, mas em pontos da Metade Norte, parte do domingo terá períodos de maior nebulosidade. Massa de ar quente segue sobre o Estado e favorece outro dia de calor. Com o ingresso de ar mais seco a partir do Sul, a tendência é que as máximas, inclusive, se elevem no Centro, Sul e no Oeste.

Em Porto Alegre, a temperatura oscila entre 22°C e 33°C em um dia de sol e nuvens. No Litoral Norte, as máximas chegam a 30°C em Torres e Capão da Canoa.

Persiste a possibilidade de pancadas de chuva localizadas, principalmente da tarde para a noite, no Norte no Oeste, que seguirão sob influência de ar mais úmido. A segunda-feira deve ser de muito calor no Estado.

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