O Sindicato dos Metalúrgicos de Horizontina e a John Deere estavam em negociações, mas não houve acordo. O sindicato defendia a hipótese de suspensões, desde que os funcionários tivessem um ano de estabilidade após o período, o que foi negado pela empresa. Já a John Deere propôs, em fevereiro, que fossem suspensos os contratos de trabalho dos funcionários por cinco meses, que depois seriam reafirmados.
Os metalúrgicos levaram a situação em assembleia, que rejeitou a proposta com 83% dos votos. Segundo o secretário-geral do sindicato, Jorge Ramos, a entidade não foi comunicada da decisão de demitir. “Ficamos sabendo pela imprensa e quando os metalúrgicos começaram a chegar no sindicato na busca de assessoria jurídica”, contou.
Ramos destaca que os metalúrgicos sabiam do risco em negar a propostas, mas não era esperado um número tão grande de demissões. "Imaginávamos 10% do quadro, o que seria 150 funcionários, mas foram 230.”