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Jornalista Lucídio Castelo Branco morre em Porto Alegre

Aos 91 anos, ele foi vítima de parada cardíaca

Jornalista Lucídio Castelo Branco morre em Porto Alegre
Jornalista Lucídio Castelo Branco morre em Porto Alegre Foto : Alexandre Mendez / CP Memória
Faleceu na noite dessa quarta-feira em Porto Alegre, aos 91 anos, vítima de parada cardíaca o jornalista Lucídio Castelo Branco. Natural de Teresina (Piauí), Castelinho, como era conhecido, foi presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors), além de ter sido repórter do jornal Folha da Tarde e Correio do Povo, da Companhia Jornalística Caldas Júnior.

Castelinho, que também foi foi correspondente do Jornal do Brasil, em Porto Alegre, era bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), e jornalista em uma época na qual não era exigido diploma para o exercício profissional.

Aprovado em concurso para o cargo de escrivão substituto da Justiça Militar Federal, escolheu Porto Alegre, onde veio residir em 1949, por não ter vaga no Rio de Janeiro. No Rio Grande do Sul, recebeu título de Gaúcho Honorário.

Seu corpo foi velado no Cemitério João XXIII e o enterro ocorreu às 14h30min desta quinta. Castelinho presidiu o Sindjors de 1965 a 1967 e da Fenaj de 1968 a 1971, nos tempos em que o Brasil viveu regime de ditadura militar, com forte censura.

A atual sede do Sindjors, no centro de Porto Alegre, foi adquirida na sua gestão. Em 2002 lançou sua autobiografia, “Da memória de um repórter”, na qual narra os fatos mais relevantes de sua atuação de 48 anos no jornalismo.