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Jovem está internado em estado grave após ter 40% do corpo queimado

Vítima foi encontrada ferida na avenida Protásio Alves, em Porto Alegre

Após ter sido encontrado na rua, no dia 10 de junho, com 40% do corpo queimado, um jovem de 22 anos está internado em estado grave na Unidade de Pronto Atendimento (UTI) do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre. Carl Alves foi localizado ferido na avenida Protásio Alves e levado até a instituição por policiais militares. Ele teria sido agredido, no entanto está sedado e não pode confirmar o que realmente aconteceu.

A mãe do rapaz, Jane Alves, também não sabe afirmar o que ocorreu com o filho. Segundo ela, Carl chegou a falar - com certa dificuldade -, que apenas sentiu uma pancada por trás e, depois, acordou no hospital. Uma viatura da Brigada Militar passava pela avenida viu o corpo do rapaz caído, em chamas. “Foi um banditismo pavoroso que fizeram com o meu filho”, lamentou.

Mistério envolve a agressão

A mãe relatou que, há algum tempo, o filho saiu em defesa de um rapaz que estava sendo agredido por um grupo neonazista, também na avenida Protásio Alves. A gangue, inclusive, ameaçava atear fogo no corpo da vítima. Carl teria tentado apartar a briga e os integrantes do grupo fugiram.

Outro incidente envolvendo o jovem ocorreu durante a votação de projeto de criação de uma empresa de pedágio, há cerca de duas semanas. Ele teria sido agredido por um homem, cujo nome a mãe não soube dizer. O fato teria ocorrido em frente à Assembleia Legislativa – Carl participa ativamente de grupos políticos. “Uma vez, ele comentou comigo que a pessoa de um determinado partido ‘quebrava o pau’”, lembrou.

No sábado anterior ao caso, Carl disse à mãe que tinha uma reunião de manhã e à tarde teria outro encontro na zona Sul. De acordo com Jane, ele deixou a namorada no ponto de ônibus, para ela ir para casa. “Ele me pediu que torcesse por ele, pois teria muito trabalho no encontro na zona Sul”, relembrou. “Depois, eles iriam a um aniversário”, relata.

Essa foi a última notícia que ela teve do filho. Jane disse estranhar o fato de ele estar sozinho no dia do atentado. Quando visitava alguém e ficava muito tarde, ele tinha como costume dormir na casa onde estava. “Acho isso estranho, pois ele nunca estava só. Tanto que não estranhei quando ele não voltou”, disse Jane, lembrando que na manhã de domingo ia ligar para o celular do filho, quando o hospital lhe telefonou avisando do atentado.

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