O pai da estudante registrou ocorrência na Delegacia de Polícia do município e entregou o produto para investigação. A amostra foi encaminhado ao Lacen, em Porto Alegre. A Vigilância Sanitária confiscou toda a carga do produto no estabelecimento comercial. Segundo a delegada Marina Machado, a investigação aguarda agora os resultados dos exames, que ainda não têm prazo para conclusão.
Procurada pela empresa e pela rede varejista, a jovem garante que não teve a confiança na marca abalada. “Acho que foi um caso isolado”, considera, garantindo que seguirá comprando o produto da Pavlat. O promotor de Defesa do Consumidor do Ministério Público do RS (MP), Alcindo Luz Bastos Filho, limitou-se a dizer que investigará o caso.
O superintendente do Mapa/RS, Francisco Signor, disse desconhecer novos casos de fraude no leite gaúcho. “Quem é que vai estar fraudando o leite agora em um momento em que todos estão de olho”, questionou.
Procurada pela reportagem, a Pavlat, que tem indústria em Paverama, no Vale do Taquari, diz ter feito testes internos no produto do lote reportado como contaminado, e que ele estava dentro dos padrões de qualidade e não apresentava alterações químicas. O laticínio, que é inspecionado pelo SIF e tem fiscalização do Mapa de forma permanente, enviou amostras do leite para três laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura, dos quais dois do Rio Grande do Sul e o terceiro de fora do Estado.
Na segunda-feira, representantes da empresa irão a Dom Pedrito de posse dos resultados prestar esclarecimentos à Política e à consumidora.