A Justiça não irá aceitar um novo argumento da Secretaria de Segurança Pública sobre uma possível prorrogação do prazo, que termina hoje, sobre a locação de um imóvel para presos dos regimes aberto e semi-aberto que já conseguiram progressão de pena, mas que lotam 14 casas prisionais da Região Metropolitana. No 4º Distrito, zona Norte da Capital, moradores rejeitaram qualquer intenção de instalação de um albergue. A Susepe, desde a semana passada, corre para encontrar alternativas de uma problemática já discutida com o Poder Judiciário no ano passado.
"No dia 16 de julho, já havíamos nos reunido com o governo. Desde lá, já concedemos duas prorrogações de prazo. Uma terceira é descartada e inviável", sentenciou a juíza Adriana Ribeiro. Caso o governo não apresente uma solução, nesta segunda-feira, a partir desta terça as 14 casas na Grande Porto Alegre serão interditadas e não poderão mais receber presos.
O Abrigo Miguel Dario, na Capital, foi alvo de incêndio, semana passada. A partir de quarta feira, a Justiça não sabe o que fará com 189 apenados em regime aberto, o que agrava a situação. Afonso Auler, da Superintendência dos Serviços Penitenciários, tem reuniões no dia de hoje para encontrar um novo imóvel. "Ainda não há definições", disse.
Juíza não vai prorrogar prazo para Susepe instalar presos do semi-aberto
Se governo não apresentar solução, 14 casas prisionais serão interditadas a partir de amanhã