Geral

Juiz dá aval para primeiro casamento civil entre duas mulheres no RS

Magistrado de Soledade determinou que registro seja lavrado em cartório

O juiz de Soledade, José Pedro Guimarães, concedeu a duas mulheres o direito de converter união estável de um ano e seis meses em casamento civil, na última terça-feira. Na sentença, inédita no Estado, ele argumentou que a distinção entre as uniões hetero e homoafetivos ofende a cláusula constitucional que garante a dignidade da pessoa humana e de relacionamentos conjugais e afetivos.

Guimarães se baseou na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que, em maio, reconheceu a  união estável entre casais do mesmo sexo como entidade familiar. A partir disso, os homossexuais podem ter assegurados direitos como herança, comunhão parcial de bens, pensão alimentícia e previdenciária, licença médica, inclusão do companheiro como dependente em planos de saúde, entre outros benefícios.

No parecer do Ministério Público (MP), usado para embasar a sentença, o promotor João Paulo Fontoura de Medeiros ponderou ser plenamente inviável que a lei limite a aplicação dos direitos constitucionais. Guimarães determinou que o registro do casamento seja feito em cartório.

O magistrado acredita que essas decisões contribuem para que seja criada uma lei que regulamente o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Em junho, foi oficilizada a primeira união civil entre duas mulheres, após a decisão do STF, realizada em Santa Catarina.

Bookmark and Share