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Julgamento de Bruno começa com três horas de atraso

Escolha dos jurados se tornou motivo de nova polêmica

Juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e o promotor Henry Wagner na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem
Juiza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues e o promotor Henry Wagner na sala de audiência do Fórum Doutor Pedro Aleixo, em Contagem Foto : Pedro Vilela / Estadão Conteúdo / CP
Programado para ter início às 9h desta segunda, o julgamento do goleiro Bruno Fernandes e outros quatro acusados pelo sequestro e assassinato de Eliza Samudio, de 24 anos, começou com três horas de atraso. A juiza Marixa Fabiane leu os crimes pelos quais os réus respondem e deu a palavra ao defensor do jogador, Rui PImenta. Um advogado de cada réu terá 20 minutos para fazer seus pedidos. Em seguida, a magistrada decidirá sobre os pedidos.

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Atraso

Após conferência da presença de testemunhas, a escolha dos jurados se tornou motivo de nova polêmica. Entre os 25 presentes, cinco pediram dispensa do sorteio para composição do conselho de sentença por motivo de saúde. A juíza Marixa Fabiane Lopes decidiu também excluir os sete jurados que participaram do julgamento do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, apontado como executor de Eliza, que resultou, no último dia 7, na absolvição do réu pela acusação de assassinato do carcereiro Rogério Martins Novelo, em 2000.

O advogado Ércio Quaresma, que integra a defesa de Bola, protestou contra a decisão e ameaçou recorrer ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) antes mesmo do sorteio para anular a formação do conselho de sentença. Para evitar ainda mais atraso no júri, Marixa decidiu questionar aqueles que participaram do julgamento anterior.

"Os jurados que compuseram o conselho de sentença no júri anterior caso se sintam intimamente influenciados que se digam impedidos. Se estiverem com a consciência tranquila quanto à sua imparcialidade para o julgamento, permaneçam", disse. Porém, os seis ainda presentes que se enquadravam no caso – um já estava ausente por motivo de saúde – alegaram se sentir impedidos e deixaram o plenário. A magistrada convocou suplentes para as vagas.


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