O secretário de Gestão de Porto Alegre, Urbano Schmitt, afirmou que, após esse "impasse", a prefeitura poderá "dar continuidade ao trabalho que estava sendo feito, com todas as licenças ambientais existentes, com toda a compensação. "A partir desse momento, com a confirmação do poder judiciário, mostramos que a prefeitura estava agindo de forma correta, cumprindo todos os trâmites legais."
A retomada dos cortes, ainda sem data prevista, viabilizará a continuidade da obra de duplicação da avenida. A prefeitura recorreu da decisão tomada pelo TJ no dia 19 de abril, quando suspendeu a liminar da 10ª Vara da Fazenda Pública da Capital, que permitia a derrubada.
A decisão atendia a um recurso do Ministério Público (MP) contra o parecer judicial do próprio desembargador Carlos Eduardo Duro, que considerou, naquela oportunidade, que a obra de duplicação da Beira-Rio era importante, mas que havia risco de dano irreversível para o meio ambiente caso não fosse construído no local o chamado Corredor Parque do Gasômetro, como prevê o Plano Diretor do município.