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Justiça dá 48 horas para manifestantes deixarem parque na Capital

Defensores das árvores no Gasômetro buscarão apoio à causa nas redes sociais

Manifestantes estão acampados no Parque da Harmonia desde o início da discussão sobre o corte das árvores
Manifestantes estão acampados no Parque da Harmonia desde o início da discussão sobre o corte das árvores Foto : Vinícius Roratto
Acompanhado de policiais militares, um oficial de Justiça entregou, no início da noite desta terça-feira, uma notificação ao grupo de manifestantes acampado no Parque da Harmonia, contrário ao corte das árvores no entorno da Usina do Gasômetro. A ordem é para que deixem a área em 48 horas.

Mesmo que o corte de 93 das 101 árvores já tenha sido autorizado pela Justiça da Capital, a reintegração de posse foi o instrumento encontrado pela Prefeitura para permitir a continuidade da obra de duplicação da avenida Edvaldo Pereira Paiva (Beira-Rio) visando a Copa de 2014, em Porto Alegre.

De acordo com o vereador Marcelo Sgarbossa (PT), dois manifestantes assinaram o ofício e o parlamentar, por ser advogado, interpretou o documento para o grupo. “Eles terão 48h para desocupar o local. Segundo a notificação, a saída é necessária para a continuidade da obra que, conforme a prefeitura, vai melhorar a mobilidade urbana. Assim parece que há uma guerra entre árvores e o progresso, mas a discussão não é essa”, afirmou.

Com isso, termina às 18h desta quinta-feira, feriado de Corpus Christi, o prazo para a desocupação do acampamento montado junto às árvores. O grupo deve se reunir três horas antes para estabelecer qual a atitude frente à intimação. "Vamos apelar para as redes sociais e tentar mobilizar o maior número de pessoas", adiantou o vereador.

Número de árvores de compensação deve aumentar

Até o momento, das 115 árvores que devem ser cortadas para a obra de mobilidade para a Copa do Mundo, 14 já foram derrubadas. Primeiramente uma compensação de 400 vegetais foi proposta, mas esse número pode aumentar. Outras medidas também já foram apresentadas aos manifestantes.

Durante a posse do secretário do Meio Ambiente da Capital, Cláudio Dilda, o prefeito em exercício, Sebastião Melo, já havia admitido a hipótese de reintegração de posse, em entrevista à reportagem da Rádio Guaíba. Ele lembrou que a Prefeitura não obteve êxito nas tentativas de dialogar com o grupo contrário às remoções.

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