A Justiça Federal emitiu um despacho nesta quinta-feira que repassa a tutela do 6º e 7º andares de um prédio na Galeria Malcom, na rua dos Andradas, centro da capital, para a Organização Não-Governamental (ONG) SOS Rim, que ocupa o espaço há quatro anos. Em outubro, o juiz Gasbriel Menna Barreto von Gehlen, da 5ª Vara Federal de Porto Alegre, suspendeu o leilão do local. Na época, foi dado prazo de dois meses para que a ONG iniciasse a migração para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip).
A expectativa do presidente da SOS Rim, Dámaso Silveira, acredita que o processo deva ser concluído em março do ano que vem. Ele diz que a medida judicial que transfere a posse de parte do prédio é uma revolução no trabalho. "O serviço é uma boa forma de otimizar custos públicos em benefício da sociedade", enfatiza.
A SOS Rim opera um sistema de banco de remédios. A ONG funciona da seguinte forma: os pacientes que precisam de medicamentos especiais e não conseguem obter junto ao poder público, ou devido à burocracia ou ao alto custo, ligam para o 0800-765-4321. Pelo mesmo telefone, a equipe recebe doações de medicamentos de pacientes que trocaram de remédios ou que faleceram. Ocorre então a remessa de um local para o outro.
A Ong presta o serviço para todo o Brasil, já que o serviço é basicamente descobrir onde há medicamentos que seriam jogados fora. Segundo Dámaso Silveira, um transplantado gastaria R$ 12 mil por mês com medicamentos. Um levantamento da Ong dá conta que, no Brasil, os governos gastam R$ 3 bilhões por ano com remédios, e 40% desse total acaba indo parar no lixo.
Justiça dá posse de prédio abandonado a ONG em Porto Alegre
Imóvel fica localizado na Galeria Malcom, no Centro da Capital