As famílias foram intimadas a deixarem a área voluntariamente sob pena de despejo na última sexta-feira. Neste mesmo dia, a 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado revogou liminarmente a prisão preventiva e concedeu um salvo-conduto de 30 dias ao advogado Maurício Dal Agnol, que se encontrava foragido, acusado de liderar uma quadrilha que teria desviado mais de R$ 100 milhões de clientes em ações contra empresa de telefonia.
O pedido de reintegração de posse havia sido solicitado por um arrendatário da área. Os integrantes do MST e do MAB já ingressaram com recurso no Tribunal de Justiça do Estado buscando derrubar a reintegração de posse concedida pela 5ª Vara Cível de Passo Fundo, mas ainda não houve decisão. Os acampados reivindicam a desapropriação da área e que o dinheiro da indenização seja utilizado para pagar as vítimas lesadas pelo advogado.
Apesar do salvo-conduto estar em vigor deste a última sexta-feira, o advogado Maurício Dal Agnol ainda não se apresentou ao juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo, onde tramita o processo em que é réu. Ele não é visto na cidade desde o dia 21 de abril, quando a Polícia Federal desbaratou, durante a Operação Carmelina, a quadrilha que teria lesado mais de 30 mil pessoas no Estado.
Segundo a Polícia Federal, a quadrilha liderada por Maurício Dal Agnol desviava recursos de clientes, que venceram ações contra empresa de telefonia. A Operação foi batizada de Carmelina em homenagem a uma senhora que morreu de câncer sem receber os valores, que tinha direito depois de vencer uma ação impetrada pelo escritório de Dal Agnol contra uma operadora de telefonia.