Está programada uma audiência de mediação na entidade na manhã de segunda-feira. O deferimento do pedido da Carris ocorreu na noite desta sexta-feira e caso não seja cumprido, o sindicato deverá pagar uma multa de R$ 15 mil por dia. Segundo a decisão da desembargadora, que também é vice-presidente do TRT4 e presidente em exercício da sessão de dissídios coletivos, é considerado horário de pico das 5h30min às 8h30min e das 17h às 20h.
Carris vai cortar ponto
Após os grevistas rejeitarem acordo mediado pelo Ministério Público do Trabalho entre o sindicato e a Carris, a direção da empresa decidiu que, além de cortar o ponto dos funcionários, deve realizar uma contratação emergencial de motoristas e cobradores. A ideia é garantir o transporte coletivo para a população a partir da semana que vem.
De acordo com o presidente da empresa pública, Sergio Zimermann, não há mais possibilidade de negociação, já que os grevistas não aceitaram o acordado entre o Sindicato dos Rodoviários e a direção da empresa . “Fizemos todas as concessões, mas a categoria não aceitou o combinado. Já pedimos a ilegalidade da greve à Justiça e vamos cortar o ponto dos grevistas e contratar novos profissionais, dentro do que permite a lei”, explicou.
O acordo previa parcelamento de um abono-prêmio, de cerca de R$ 800. Metade do valor deveria ser depositado em 5 de dezembro e o restante em 15 de janeiro. Se as datas fossem descumpridas, a multa prevista era de 20%. A Carris também se comprometeu a abonar o ponto pelo dia não trabalhado e a retirar a ação de ilegalidade e abusividade da paralisação, ajuizada pela manhã no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
EPTC garante algumas linhas
A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) assegurou que as linhas T1, T4, T6, T8 e T11 da Carris irão operar, por meio da frota extra de ônibus, até o fim da greve dos funcionários da empresa. A afirmação é do diretor-presidente Vanderei Capellari. A medida irá suprir 80% da demanda destas linhas. Conforme Capellari, 172 coletivos reservas das empresas Unibus, Conorte e STS foram deslocados para atender a população. A manutenção destas linhas foi decida após análise técnica.
Capellari explicou, ainda, que durante a paralisação dos servidores os táxi lotação poderão transportar passageiros em pé. Assim, os veículos que já transportam até 21 clientes sentados estarão liberados para abrigar mais dez em pé.