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Justiça do Trabalho no RS julga o dobro de processos do que a média nacional

Serão criadas 22 novas varas trabalhistas no Estado

presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região esteve na RecSul
presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região esteve na RecSul Foto : Pedro Revillion
O número de decisões diárias por magistrados da Justiça do Trabalho (JT) gaúcha é quase o dobro da média nacional. A informação é do presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT 4), Carlos Alberto Robinson, que visitou, nesta terça-feira, a RecSul. O desembargador foi recebido pelo presidente do Grupo Record RS, Natal Furucho. Em busca de celeridade às demandas, o tribunal visa agora a implantação de 22 novas varas trabalhistas e a aprovação de projeto de lei que prevê a criação de 12 novos cargos de desembargadores.

Segundo Robinson, os magistrados do tribunal julgam 9,4 processos por dia, enquanto que a média nacional é de 5,4 processos por dia. “Não há hoje estrutura suficiente. Por isso, encaminhamos projeto de criação de 22 novas varas trabalhistas, com 44 cargos de juízes”, afirmou o presidente do TRT 4. Entre os municípios que deverão ser contemplados estão Rio Grande, Canoas, Gravataí e Passo Fundo.

A expectativa é que até o final do ano essa reestruturação já esteja implementada. No último dia 28, o Conselho Superior da Justiça do Trabalho aprovou o anteprojeto de lei que prevê a criação das novas unidades. O documento agora seguirá para apreciação do órgão especial do Tribunal Superior do Trabalho, antes de ser encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça.

Outra medida que Robinson considera importante para agilizar a JT é o projeto que cria 12 novos cargos de desembargadores - hoje o TRT 4 tem 230 juízes e 36 desembargadores. Com isso, também aumentaria para 11 o número de Turmas Trabalhistas na instituição. Robinson também falou sobre a discussão em torno do aumento da jornada de trabalho semanal, que divide o empresariado e a classe trabalhadora. “É um debate necessário e as partes poderão buscar acordos coletivos”.