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Justiça do Trabalho suspende leilão de Hospital de Tramandaí e prédio da Ulbra em Porto Alegre

Decisão atende pedido da Celsp para pagar dívidas trabalhistas em dinheiro

O Juiz da 3ª Vara do Trabalho de Canoas, Luiz Fernando Bonn Henzel, suspendeu o leilão do Hospital de Tramandaí e do edifício-garagem da Ulbra, previsto para quatro de novembro.

A decisão atende pedido da Comunidade Evangélica Luterana de São Paulo (Celsp), mantenedora da universidade, para quitar as dívidas trabalhistas com verba arrecadada em outros leilões. O diretor jurídico da Ulbra, Jonas Dietrich, explicou que o pedido partiu da direção da Celsp, que tem intenção de manter o serviço de saúde prestado no litoral e também as transmissões de rádio e TV da universidade, que possuem estúdios no prédio do centro da Capital.

O juiz do trabalho solicitou à Justiça Federal, por meio de ofício, a transferência de R$ 20.087.554,26. O dinheiro está bloqueado na conta do Poder Judiciário em razão de processo de execução fiscal movido pela União. Dietrich explicou que a verba vai ser usada no pagamento de cerca de três meses de encargos trabalhistas que a instituição ainda deve aos professores da universidade, como INSS, imposto de renda e fundo de garantia. Dentro da soma, ainda há uma reserva calculada pela justiça para o pagamento de outras ações movidas por funcionários.

O Diretor Jurídico afirmou também que o atendimento no Hospital de Tramandaí não vai mudar, já que a instituição é mantida em parceria com a prefeitura do município. De acordo com ele, o edifício-garagem também vai seguir abrigando os estúdios da Ulbra TV e da rádio da universidade, assim como a Escola da Ulbra.

Em paralelo, a coordenadora do Conselho Municipal da Saúde de Porto Alegre, Maria Letícia de Oliveira Garcia, e o presidente do Conselho Estadual de Saúde, Cláudio Augustin, estão em Brasília em reunião no Ministério da Educação para tratar da reabertura dos Hospitais Luterano e Independência, que devem ser assumidos e mantidos pela União.