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Justiça Estadual autoriza transexual a trocar nome, mesmo sem cirurgia de mudança de sexo

Autor alterou identificação de Antônio para Veronika

A Justiça Estadual autorizou um transexual a retificar seu registro civil de nascimento, mudando o nome de Antônio para Veronika, mesmo sem ter realizado cirurgia de modificação de sexo. A decisão é do juiz de Direito Roberto Coutinho Borba, diretor do Foro e titular da 3ª Vara Cível de Bagé.

A sentença determina, ainda, que o Registro Civil das Pessoas Naturais de Bagé deverá zelar pelo sigilo, ficando vedado fornecimento de qualquer certidão para terceiros. O autor ingressou com ação de alteração de registro civil alegando que sempre apresentou tendência pela feminilidade, usando maquiagens e roupas de mulher. Afirmou que sempre se sentiu aprisionado em um corpo masculino e referiu que é conhecido em seu meio social como Veronika.

Sentença

O juiz considerou que fazer com que o autor aguarde uma cirurgia que não é indispensável para a saúde, seria manter constrangimentos em função da identificação de documentos. “Conferir a modificação do nome do transexual é imperativo indesviável do princípio da dignidade da pessoa.”

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