Conforme o autor da ação, procurador da República Júlio Carlos Schwonke de Castro Júnior, especialistas da área de trânsito alegam que os controladores de velocidade causarão um “caos” no trânsito da BR 116 na região do Vale dos Sinos, reduzindo a fluidez do trânsito e causando ainda mais engarrafamentos e acidentes. Além disso, não haveria estudo técnico sobre os locais que devem receber os controladores e há denúncias veiculadas na imprensa de que a empresa vencedora da licitação estaria envolvida no escândalo da "máfia das multas".
O Dnit promoveu licitação, através da modalidade concorrência, para a execução de serviços necessários ao controle viário nas rodovias federais, em agosto de 2009, no valor superior a R$ 1,4 bilhão, para rodovias federais em diversos Estados do Brasil, divididas em 12 lotes.
Na região com área de competência da Justiça Federal de Novo Hamburgo (Vale dos Sinos e arredores), há dois trechos da licitação: entre Nova Petrópolis e Novo Hamburgo, com a previsão de instalação de dois equipamentos de barreira eletrônica; e Novo Hamburgo e Porto Alegre, onde estão previstas quatro “lombadas lletrônicas”, além de nove equipamentos de controle de velocidade, avanço de sinal vermelho e parada sobre a faixa de pedestre, conhecidos como “caetanos”.