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Justiça indicia três por acidente da TAM que matou 199 em 2007

Então diretora da Anac e dois executivos da empresa aérea serão julgados

A Justiça Federal em São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que responsabiliza três pessoas pelo acidente com o avião da TAM que matou 199 pessoas no Aeroporto de Congonhas. A tragédia ocorreu em 2007, quando a aeronave não conseguiu pousar ou arremeter e colidiu com outro prédio pertencente à operadora aérea.

Os acusados são Denise Maria Ayres Abreu, então diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); Marco Aurélio dos Santos de Miranda e Castro, o então diretor de Segurança de Voo da TAM; e Alberto Fajerman, que era vice-presidente de Operações da companhia aérea. Eles vão responder pelo crime de atentado contra a segurança do transporte aéreo.

De acordo com denúncia do procurador Rodrigo De Grandis, os dois executivos da TAM foram negligentes ao permitir que o avião da empresa pousasse no Aeroporto de Congonhas, no dia 17 de julho de 2007. Eles teriam assumido o risco, mesmo sabendo das péssimas condições de atrito e de frenagem da pista em dias de chuva.

Denise Abreu é acusada de imprudência por não ter feito uma inspeção formal na pista do aeroporto, que estava sem o grooving (ranhuras no asfalto para aumentar o atrito com os pneus dos aviões), antes de liberá-la para as operações de pouso e decolagem.

O presidente da associação de familiares das vítimas do acidente, Dario Scott, classificou como uma evolução a acolhida da Justiça. "Essa notícia vem coroar uma espera de quatro anos. Isso mostra o trabalho bem feito pelo MP", comentou. "A gente não ve crescer o investimento em segurança e infraestrutura aérea como evolui o número de passageiros", criticou o representante.

No acidente, o avião da TAM percorreu toda a pista molhada sem conseguir parar, atravessou a Avenida Washignton Luís e colidiu com no edifício da empresa. Segundo a Justiça Federal, os réus vão ser citados pessoalmente para apresentarem resposta por escrito à acusação e terão o prazo de dez dias para entregar o documento.

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