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Justiça nega liberdade a um dos envolvidos na fraude do leite no RS

Leandro Vincenzi foi denunciado por adicionar formol ao alimento em Guaporé, na Serra

A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho negou, nesta quarta-feira, pedido liminar para revogar a prisão do empresário e transportador Leandro Vincenzi, preso por suposto envolvimento na fraude do leite em Guaporé, na Serra gaúcha. Conforme o Ministério Público, o investigado é sócio da empresa LTV Indústria, Transporte e Comércio de Laticínios Ltda que depois de coletar o leite cru, fazia adição de água, ureia e formol ao produto, com o propósito de aumentar o volume e a lucratividade.

Também nesta quarta-feira, o MP encontrou manuscrito na casa de um transportador de Boa Vista do Buricá que indicava outra fórmula para adulteração do leite. Além do uso de uréia e água, a “receita” indicava o uso de sal, bicarbonato e açúcar.

Ainda de acordo com o MP, Leandro e o pai, Luis, eram os supostos mentores da adulteração. Ambos foram denunciados em 16 de maio. Vincenzi permanece detido no Presídio Estadual de Guaporé. Segundo o magistrado, o crime em tese praticado, ainda que não conste no rol dos crimes hediondos, é tão ou mais grave, revelando a necessidade de manutenção da prisão preventiva para garantia da ordem pública.

"Os fatos relatados são repugnantes, não se podendo presumir quantas pessoas podem ter consumido leite adulterado, pois marcas conhecidas e comercializadas em diversos supermercados do Estado apresentaram adulteração. Não se sabe, no momento, a extensão da fraude, sendo prudente que se mantenha a prisão cautelar do paciente, para estancar a atividade criminosa", afirmou o desembargador.


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