Prevista para contar com quatro praças de pedágio em um trecho de 40 quilômetros, a estrada deve ser construída através de uma Parceria Público-Privada (PPP), a fim de desafogar o trânsito na BR 116. Um estudo de modelagem utilizado pelo governo estadual, elaborado pela empreiteira Odebretch, indicou que o Estado, pelo acordo em vigor, desembolse até R$ 77 milhões por ano até a obra ser concluída. As transportadoras, no entanto, realizaram um levantamento independente apontando que o gasto anual pode ser rebaixado para R$ 33 milhões.
Nesta semana, o Ministério Público de Contas também ingressou com um pedido de suspensão do edital. O órgão criticou o projeto, que define contrato de 35 anos e um custo de mais de R$ 4,5 bilhões para conclusão. Além disso, o MPC quer que Tribunal de Contas apure indícios de que o processo tenha restringido a algumas empresas o direito de disputar a PPP.
A abertura do processo de concorrência estava prevista para esta quinta-feira.