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Líder comunitário defende permanência da estátua do Laçador na zona Norte

Para Armando Macário Abel, região é a principal porta de entrada de Porto Alegre e do Estado

Líder comunitário defende permanência da estátua do Laçador na zona Norte
Líder comunitário defende permanência da estátua do Laçador na zona Norte Foto : Eduardo Seidl / Arquivo Palácio Piratini / Divulgação / CP
A estátua do Laçador, localizada em um sítio em frente ao terminal antigo do Aeroporto Internacional Salgado Filho, deve permanecer na zona Norte de Porto Alegre porque a região é a principal porta de entrada da cidade e do Estado. A avaliação é do líder comunitário do bairro Jardim São Pedro, Armando Macário Abel, ao afirmar que poderia ser realizado um plebiscito para definir o local na região. “Não queremos que um símbolo importante do nosso bairro seja transferido para a zona Sul da cidade como vem sendo discutido. O Laçador não tem que ir para a Orla do Guaíba”, ressaltou.

• Estátua do Laçador será restaurada em 2019

Segundo Abel, a zona Norte possui ligação com a BR 290 (a Freeway), a BR 116, a ponte do Guaíba e com o Porto Alegre Airport – Aeroporto Internacional Salgado Filho. “Com tantas ligações importantes, nada mais justo que a estátua do Laçador permaneça no mesmo lugar. A zona Norte representa o cartão postal da cidade”, acrescentou.  O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS) será o responsável pela restauração da estátua em parceria com a Associação Sul Riograndense da Construção Civil e a Prefeitura de Porto Alegre, através da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura.

A obra do escultor Antônio Caringi (1905-1981), de Pelotas, foi tombada pelo patrimônio histórico de Porto Alegre. A primeira fase do projeto Construção Cultural compreendeu um diagnóstico quanto às condições estruturais da escultura, especialmente quanto à fissuras verificadas na base do monumento. Dois especialistas em restauro de obras com metal foram contratados: a brasileira Virginia Costa, engenheira metalúrgica e consultora em conservação do patrimônio, responsável pela coordenação de todo o trabalho prospectivo, e o francês Antoine Amarger, restaurador de esculturas metálicas.

A obra “O Laçador” foi criada em gesso, em 1954, como resultado de um concurso vencido por Caringi para executar uma escultura que identificasse o homem rio-grandense na Exposição do IV Centenário de Fundação de São Paulo. Como modelo de indumentária, o artista utilizou o folclorista Paixão Côrtes, um dos fundadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Em 1958, a escultura foi adquirida pela Prefeitura de Porto Alegre e foi, então, a partir da matriz em gesso, fundida em bronze e transportada para ser instalada sobre um pedestal na avenida dos Estados. Em 2007, em função de obras de trânsito na região, a estátua foi transferida para o Sítio do Laçador, em frente ao terminal antigo do Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde permanece nos dias atuais.