A estátua do Laçador, localizada em um sítio em frente ao terminal antigo do Aeroporto Internacional Salgado Filho, deve permanecer na zona Norte de Porto Alegre porque a região é a principal porta de entrada da cidade e do Estado. A avaliação é do líder comunitário do bairro Jardim São Pedro, Armando Macário Abel, ao afirmar que poderia ser realizado um plebiscito para definir o local na região. “Não queremos que um símbolo importante do nosso bairro seja transferido para a zona Sul da cidade como vem sendo discutido. O Laçador não tem que ir para a Orla do Guaíba”, ressaltou.
• Estátua do Laçador será restaurada em 2019
Segundo Abel, a zona Norte possui ligação com a BR 290 (a Freeway), a BR 116, a ponte do Guaíba e com o Porto Alegre Airport – Aeroporto Internacional Salgado Filho. “Com tantas ligações importantes, nada mais justo que a estátua do Laçador permaneça no mesmo lugar. A zona Norte representa o cartão postal da cidade”, acrescentou. O Sindicato das Indústrias da Construção Civil do Rio Grande do Sul (Sinduscon/RS) será o responsável pela restauração da estátua em parceria com a Associação Sul Riograndense da Construção Civil e a Prefeitura de Porto Alegre, através da Memória Cultural da Secretaria Municipal da Cultura.
A obra do escultor Antônio Caringi (1905-1981), de Pelotas, foi tombada pelo patrimônio histórico de Porto Alegre. A primeira fase do projeto Construção Cultural compreendeu um diagnóstico quanto às condições estruturais da escultura, especialmente quanto à fissuras verificadas na base do monumento. Dois especialistas em restauro de obras com metal foram contratados: a brasileira Virginia Costa, engenheira metalúrgica e consultora em conservação do patrimônio, responsável pela coordenação de todo o trabalho prospectivo, e o francês Antoine Amarger, restaurador de esculturas metálicas.
A obra “O Laçador” foi criada em gesso, em 1954, como resultado de um concurso vencido por Caringi para executar uma escultura que identificasse o homem rio-grandense na Exposição do IV Centenário de Fundação de São Paulo. Como modelo de indumentária, o artista utilizou o folclorista Paixão Côrtes, um dos fundadores do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG). Em 1958, a escultura foi adquirida pela Prefeitura de Porto Alegre e foi, então, a partir da matriz em gesso, fundida em bronze e transportada para ser instalada sobre um pedestal na avenida dos Estados. Em 2007, em função de obras de trânsito na região, a estátua foi transferida para o Sítio do Laçador, em frente ao terminal antigo do Aeroporto Internacional Salgado Filho, onde permanece nos dias atuais.
Líder comunitário defende permanência da estátua do Laçador na zona Norte
Para Armando Macário Abel, região é a principal porta de entrada de Porto Alegre e do Estado