O líder do governo na Assembleia Legislativa, Adilson Troca, afirmou, nesta segunda-feira, que as negociações sobre o reajuste da Brigada Militar chegou ao seu limite. Ele disse que as propostas encaminhadas pela categoria são inviáveis.
“O governo não tem como fazer uma garantia para o ano que vem de R$ 180 milhões (para a Matriz Salarial). Nós tínhamos acordado, para esse ano, até R$180 milhões e eles fariam um acordo para R$ 111 milhões. Agora querem também os R$ 29 milhões retroativos, o que nós entendemos que é muito difícil”, explicou.
O impasse, que iniciou no ano passado, portanto, segue. “Eu não tenho como levar (a proposta) para o governo porque nós tínhamos um limite e paramos por aqui”, destacou.
O presidente da Associação dos Cabos e Soldados do Rio Grande do Sul, Leonel Lucas, afirmou que assim como o governo, a categoria também chegou no limite. “A gente acredita que o que estamos pedindo não é nada de anormal para o Estado que está oferecendo para outras categorias, até mesmo para a Brigada Militar está dando retroatividade”.
Nesta manhã, as entidades de nível médio da Brigada Militar (BM) decidiram não aceitar a proposta do governo do Estado para o reajuste salarial dos servidores da corporação. De acordo com o presidente da Associação dos Sargentos, Subtenentes e Tenentes da BM, Aparício Santellano, a categoria só aceitaria acordo se o Piratini fizer concessões. Entre elas, deixar os oficiais de fora da Matriz Salarial 2010, aumentar de R$ 111 milhões para R$ 180 milhões o valor destinado a esse fundo e pagar também aos servidores de nível médio a retroatividade exigida pelos oficiais superiores.
O governo tem pressa para chegar a um acordo, porque em virtude da lei eleitoral precisa aprovar os reajustes salariais até 6 de abril.
Matriz Salarial
Matriz Salarial é uma lei de 2004 que obriga o Estado a investir parte do ganho fiscal do ano em salários da segurança pública. Hoje, o governo destina 10%. Com exceção dos delegados de polícia, a matriz inclui todos os servidores do setor.
Líder do governo diz que propostas da BM são inviáveis
Impasse de reajuste para categoria permanece