Líderes políticos, empresariais e moradores de Marau, na região Norte do Estado, promoveram um novo protesto, no fim desta tarde, para chamar atenção das autoridades para o perigo oferecido pela RS-324, a chamada “Rodovia da Morte”, que liga Passo Fundo e Vila Maria. Só nos últimos sete dias, três pessoas morreram em acidentes no trecho. O grupo defendeu melhorias e redução das curvas existentes na estrada.
Os manifestantes se reuniram às 18h na saída de Marau em direção a Passo Fundo. Depois de um ato público, saíram em caminhada até o km 90 da rodovia, em São Luiz da Mortandade, onde uma série de vítimas perderam a vida. No sábado, o empresário Alexandre Santin, 42 anos, de Marau, morreu ao bater a caminhonete que dirigia em um caminhão. No dia 14, o passo-fundense Mauro Col Debella, 46 anos, também faleceu ao colidir contra um caminhão. No dia 15, o jovem Fabrício Ferro, 27 anos, morreu num acidente entre Marau e Vila Maria.
Em São Luiz da Mortandade, manifestantes armados com picaretas e outras ferramentas chegaram a abrir valetas no asfalto para forçar a redução da velocidade. O ato foi impedido pelo Comando Rodoviário da Brigada Militar (CRBM), o que gerou tumulto e empurra-empurra. O comandante do CRBM, major Luiz Fernando Bicca, teve que pedir reforço do Batalhão de Operações Especiais da Brigada Militar para conter os manifestantes.
O protesto bloqueou a rodovia por quase duas horas, provocando engarrafamento nos dois sentidos. O diretor do 6° Distrito do Daer, engenheiro Fabiano de Oliveira Pereira, disse que o maquinário da empresa, que venceu a concorrência para executar melhorias na RS-324, já está em Passo Fundo. Segundo ele, as obras só não começaram devido à chuva dos últimos dias.
Líderes políticos e moradores protestam na RS-324, a “Rodovia da Morte”
Manifestantes abriram valetas no asfalto e entraram em confronto com patrulheiros rodoviários