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Laboratório prevê testes em humanos de vacina contra zika ainda em 2016

Produto testado pela empresa obteve resultados positivos em camundongos

Vacina testada pela empresa obteve resultado positivos contra vírus zika em camundongos
Vacina testada pela empresa obteve resultado positivos contra vírus zika em camundongos Foto : Samuel Maciel / CP Memória
A empresa de biotecnologia norte-americana Inovio Pharmaceuticals disse nesta quarta-feira que teve resultados promissores dos testes sobre uma vacina contra o vírus da zika em camundongos e planeja iniciar testes clínicos em seres humanos este ano.

A tecnologia de vacinas SynCon da Inovio "se mostrou promissora como prevenção e tratamento" para infecções virais pela zika, disse o chefe-executivo da empresa, Joseph Kim. Testes em camundongos mostraram resultados positivos no desenvolvimento de anticorpos e células-T "assassinas" para combater o vírus da zika. "Vamos agora testar a vacina em primatas não-humanos e iniciar a fabricação do produto clínico", disse Kim. "Pretendemos iniciar a fase I de testes em humanos de nossa vacina contra a zika antes do final de 2016."

Cerca de 15 empresas farmacêuticas estão trabalhando no desenvolvimento de vacinas para o vírus que pegou o mundo de surpresa e tem sido associado a casos de microcefalia, uma má-formação congênita que acarreta em recém-nascidos com uma caixa craniana pequena e danos cerebrais, e à síndrome de Guillain-Barré, uma desordem do sistema imune.

A Inovio, com sede em Plymouth Meeting, Pensilvânia, disse nesta quarta-feira que pediria às autoridades reguladoras americanas para acelerar o processo de aprovação da vacina com o objetivo de comercializar o medicamento o mais rápido possível.

Marie-Paule Kieny, da Organização Mundial de Saúde (OMS), disse em 12 de fevereiro que havia apenas duas vacinas aparentemente promissoras contra a zika: uma desenvolvida pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos e outra pelo laboratório indiano Bharat Biotech. No entanto, testes em larga escala dessas vacinas ainda estão pelo menos a 18 meses de distância, disse Kieny.

O vírus da zika, que é transmitido principalmente por mosquitos, espalhou-se rapidamente pela América Latina e pelo Caribe, com vários governos nas áreas mais afetadas incitando as mulheres a adiar a gravidez por enquanto.