As lajes do Arroio Dilúvio, em Porto Alegre, começaram a ser substituídas, na quarta-feira, pelo Departamento de Esgotos de Pluviais (DEP). O serviço teve início no cruzamento entre as avenidas Salvador França e Ipiranga. As lajes, que foram colocadas durante o governo de José Loureiro da Silva, na década de 1960, serão trocadas por placas de concreto. Além da remoção dos taludes, haverá a reconstrução de redes pluviais que foram danificadas com o passar dos anos.
Segundo o diretor do DEP, Ernesto Teixeira, a obra vai revitalizar o arroio. "Essa é mais uma etapa do projeto de recuperação do Dilúvio que, praticamente, elimina as possibilidades de um transbordamento em caso de chuvas fortes e melhora a sua aparência", explicou o diretor, destacando os serviços de desassoreamento e limpeza que têm reduzido a poluição das águas do arroio. "Esse é um trabalho contínuo mas com resultados visíveis pela população, começando pela rapidez com que nos dias de chuva ocorre a deságua no Guaíba", disse Teixeira.
Ele lembrou ainda que em alguns trechos da avenida, devido às chuvas e ao estado precário das lajes, os taludes cederam, abrindo crateras de areia. Além disso, o projeto auxiliará na realização de uma ciclovia junto à Ipiranga. "O Arroio Dilúvio é um símbolo de Porto Alegre que com o tempo, foi se deteriorando. É o momento de recuperar essa importância e dar mais visibilidade a esse espaço", afirmou Teixeira.
O projeto prevê a recuperação também das paredes de pedra que formam a calha do arroio e os degraus do leito. No trecho em que os taludes já eram de concreto, principalmente próximo à nascente, será refeito. Para o serviço está previsto o investimento de quase R$ 8,5 milhões. O recurso foi adquirido por meio de financiamento com a Caixa Econômica Federal.
A obra terá extensão de 10,5 quilômetros de cada lado do Dilúvio, totalizando 21 quilômetros de concretagem. O arroio nasce na Represa Lomba do Sabão, em Viamão, e recebe água de afluentes ao longo da avenida Ipiranga até desaguar no Guaíba. Na década de 1950, o Dilúvio chegou a provocar alagamentos nos bairros Cidade Baixa e Menino Deus.
Lajes da década de 1960 serão substituídas no Arroio Dilúvio
Obra tem o objetivo de evitar transbordamentos na região da Capital