A lama que está acumulada em cerca de 6 quilômetros de extensão na praia do Cassino, em Rio Grande, não deve ser retirada até o final do verão. Quem garante é o secretário municipal de Meio Ambiente, Sandro Miranda. “O que existe é um material sedimentado na costa da praia e também dentro do mar. São milhares de toneladas de lama sedimentada incorporada à beira da praia. A lama fluida, mais perigosa e escorregadia, praticamente não existe mais.”
Ele diz que para fazer a retirada do material é necessário um trabalho que envolve outras instituições. Nos últimos dias, a lama ficou mais rochosa e, além de ter endurecido, está sendo coberta pela areia da praia. “É um grande volume, por isto é necessário um debate amplo com vários órgãos, até porque o gestor da costa da praia é a União. É um material que não é bonito, mas não é tóxico”, relata.
Miranda destaca que para a temporada de veraneio o local será isolado e receberá placas informativas. Ele afirma que para a retirada devem ser envolvidos, além da prefeitura, Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e que não é possível em pouco mais de um mês remover o material. “Adotaremos medidas de controle para que a população não sofra danos, mas é impossível remover aquela quantidade de lama em pouco tempo. Estamos junto com o Ministério Público e o Ibama para saber se há responsáveis pelo aparecimento da lama”, confirma.
Existe a possibilidade de que a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) realize um projeto de pesquisa para o monitoramento de dados prévios que irão subsidiar as atividades de dragagem do canal de navegação do Porto do Rio Grande, e saber se o fenômeno é natural ou não.
Lama dura toma conta da praia do Cassino
Material, que não é tóxico, já está sedimentado e não será retirado até o verão