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Lançado programa de Telemedicina para diagnóstico de câncer no Estado

Programa permite que pacientes façam o exame em suas cidades e sejam avaliados na Capital

Estado passa a contar com Telemedicina para diagnóstico de câncer
Estado passa a contar com Telemedicina para diagnóstico de câncer Foto : Mateus Bruxel
O Rio Grande do Sul passa a contar com o programa de Telemedicina para a detecção do câncer do colo do útero. A iniciativa pioneira no País foi lançada nesta terça-feira com o convênio entre o governo do Estado e o Instituto de Prevenção do Câncer do Colo do Útero (Incolo). Inicialmente, o projeto abrangerá sete municípios: Horizontina, Chiapeta, São João do Polêsine, Tapera, Teutônia, Cristal e Ibirubá.

O projeto prevê a capacitação dos profissionais da área da saúde para permitir a detecção e o rastreamento do câncer do colo do útero. Segundo o presidente do Incolo, Paulo Naud, a principal conquista com esse sistema é o fato de a paciente não precisar se deslocar do seu município para receber o atendimento adequado. “Os especialistas serão capacitados nas suas cidades, por meio de aulas online. Além disso, poderão esclarecer dúvidas e discutir sobre os procedimentos em tempo real com o auxílio da internet”, afirmou o presidente.

O suporte clínico será oferecido por especialistas do Centro Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em uma parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “É a valorização da vida e a maior atenção à paciente, que mesmo em uma cidade pequena terá acesso ao atendimento especializado oferecido na Capital”, ressaltou Naud.

O presidente destacou ainda que o câncer do colo do útero é o único tipo que pode ser identificado com a realização de exames. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão é de que sejam diagnosticados 18 mil novos casos da doença no País, sendo que cerca de 10% no Rio Grande do Sul.

De acordo com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Júlio César Ferst, o projeto permite o desenvolvimento tecnológico no Estado, colocando esse tipo de serviço à favor da população. Por parte do governo do Estado, estão sendo investidos cerca de R$ 150 mil na capacitação e ampliação da rede de tecnologia nos municípios.

Porto Alegre

A Telemedicina já é usada em Porto Alegre desde 2008. Desde o início do projeto, a taxa de não comparecimento às consultas caiu de 30% para 8% nas primeiras unidades beneficiadas, Macedônia (Restinga), Lomba do Pinheiro e Navegantes. A espera foi reduzida de quatro meses para menos de um. As imagens do exame feito no posto são transmitidas em tempo real para um especialista do Hospital Presidente Vargas.