O Rio Grande do Sul passa a contar com o programa de Telemedicina para a detecção do câncer do colo do útero. A iniciativa pioneira no País foi lançada nesta terça-feira com o convênio entre o governo do Estado e o Instituto de Prevenção do Câncer do Colo do Útero (Incolo). Inicialmente, o projeto abrangerá sete municípios: Horizontina, Chiapeta, São João do Polêsine, Tapera, Teutônia, Cristal e Ibirubá.
O projeto prevê a capacitação dos profissionais da área da saúde para permitir a detecção e o rastreamento do câncer do colo do útero. Segundo o presidente do Incolo, Paulo Naud, a principal conquista com esse sistema é o fato de a paciente não precisar se deslocar do seu município para receber o atendimento adequado. “Os especialistas serão capacitados nas suas cidades, por meio de aulas online. Além disso, poderão esclarecer dúvidas e discutir sobre os procedimentos em tempo real com o auxílio da internet”, afirmou o presidente.
O suporte clínico será oferecido por especialistas do Centro Acadêmico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), em uma parceria com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre. “É a valorização da vida e a maior atenção à paciente, que mesmo em uma cidade pequena terá acesso ao atendimento especializado oferecido na Capital”, ressaltou Naud.
O presidente destacou ainda que o câncer do colo do útero é o único tipo que pode ser identificado com a realização de exames. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a previsão é de que sejam diagnosticados 18 mil novos casos da doença no País, sendo que cerca de 10% no Rio Grande do Sul.
De acordo com o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Júlio César Ferst, o projeto permite o desenvolvimento tecnológico no Estado, colocando esse tipo de serviço à favor da população. Por parte do governo do Estado, estão sendo investidos cerca de R$ 150 mil na capacitação e ampliação da rede de tecnologia nos municípios.
Porto Alegre
A Telemedicina já é usada em Porto Alegre desde 2008. Desde o início do projeto, a taxa de não comparecimento às consultas caiu de 30% para 8% nas primeiras unidades beneficiadas, Macedônia (Restinga), Lomba do Pinheiro e Navegantes. A espera foi reduzida de quatro meses para menos de um. As imagens do exame feito no posto são transmitidas em tempo real para um especialista do Hospital Presidente Vargas.
Lançado programa de Telemedicina para diagnóstico de câncer no Estado
Programa permite que pacientes façam o exame em suas cidades e sejam avaliados na Capital