Entre março e julho deste ano, a Razão Consultoria e Auditoria realizou uma apuração nas contas do programa municipal no período compreendido entre setembro de 2007 a setembro de 2009. As peritas contadoras Carmem Lúcia Marques de Fraga e Rita de Cássia Sostizzo Santos começaram a análise pelo inquérito da 15ª Delegacia de Polícia de São Paulo. A polícia apurou uma fraude de R$ 5,7 milhões aplicada no Programa de Saúde da Família que, segundo o Instituto Sollus, foi cometida por um funcionário já demitido.
O material, conforme a advogada do Sollus, Mara Melgar, foi protocolado na prefeitura em 20 de agosto. Uma cobrança administrativa foi realizada. Até agora, a advogada afirma que não teve resposta do Executivo de Porto Alegre sobre o assunto. A reportagem aguarda a resposta da Procuradoria Geral do Município para saber se o documento já foi analisado.
Na semana passada, a 8ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre penhorou os bens do Instituto Sollus para garantir que a dívida de R$ 5,7 milhões seja quitada caso a prefeitura tenha ganho de causa. O valor é referente às notas que foram emitidas para a cobrança de serviços que não foram prestados entre 2007 e 2009. O Instituto Sollus ainda não foi notificado da decisão.