As causas do incêndio que destruiu a unidade Centro de Dependência Química (CDQuim) do Hospital Parque Belém (HPB), zona Sul de Porto Alegre, na manhã deste sábado, só devem ser conhecidas daqui a 30 dias. A perícia esteve no local e deve divulgar laudo a partir desse período. A possibilidade de curto-circuito foi descartada.
O incêndio atingiu uma área de 400 metros quadrados que fica no térreo, haviam 20 pacientes que ocupavam os 20 leitos do CDQuim. Ninguém ficou ferido, mas sete funcionários foram encaminhados para o Hospital de Pronto Socorro e para o Hospital Cristo Redentor por inalarem fumaça. Os pacientes do CDQuim foram remanejados para outro setor do HPB. O secretário municipal de Saúde, Carlos Henrique Casartelli, ofereceu leitos de outras instituições para receber os pacientes, mas não foi preciso.
De acordo com a superintendente-geral do HPB, Cláudia Abreu, o fogo teria começado por volta das 11h em um sofá que fica na sala de TV e Recreação do CDQuim, no subsolo da instituição hospitalar. “Temos que esperar pela perícia para saber como se deu o sinistro. Todos os pacientes foram realocados, ninguém se feriu e o hospital segue funcionando normalmente”, garantiu.
Segundo ela, os pacientes do CDQuim não podem portar cigarros, isqueiros e qualquer tipo de objeto perigoso. As tomadas são lacradas para que eles não provoquem curto-circuito ou levem choques. “São pacientes que precisam de cuidado o tempo inteiro porque são especiais”, comentou Cláudia.
Quatro pacientes escapam
Quatro pacientes, no entanto, aproveitaram a confusão para escapar do hospital. Uma pessoa ligou para o HPB para avisar que o seu neto havia chegado em casa e pediu informações para a superintendente. Ela explicou que o Parque Belém estava em condições de receber o jovem novamente e a pessoa disse que iria levá-lo de volta para continuar o tratamento. “São na maioria pacientes que são voluntários, mas existem alguns que vêm por causa de mandado judicial ou porque a família quer”, esclareceu.
Os bombeiros chegaram rapidamente e encerraram o trabalho iniciado pela brigada de incêndio do hospital. “Os funcionários da manutenção usaram os extintores de incêndio e acionaram os bombeiros”, contou a superintendente. Cláudia disse que o HPB está aguardando a aprovação do Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), que está em fase final. O hospital precisou passar por reformas para se adequar ao plano, pois o prédio é de 1934.
O Parque Belém possui 187 leitos e estava com 108 pacientes internados. As áreas de atuação do hospital são Clínicas Médica, Cirúrgica, Psiquiátrica e Dependência Química. Cerca de 80% dos atendimentos são pelo Sistema Único de Saúde.
Laudo de incêndio no Hospital Parque Belém será divulgado em 30 dias
Perícia descartou hipótese de curto-circuito