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Leão-marinho aparece na praia de Balneário Pinhal

Internauta registra presença do animal à beira-mar

Presença de leões-marinhos não é comum nesta época do ano no litoral gaúcho
Presença de leões-marinhos não é comum nesta época do ano no litoral gaúcho Foto : Carlos Nogueira / Especial / CP
Um leão-marinho juvenil apareceu na manhã desta quinta-feira na beira da praia de Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Estado. O internauta Carlos Nogueira registrou a presença do animal por volta das 10h, próximo à guarita 200. Segundo Nogueira, várias pessoas cercavam o leão-marinho, que voltou para a água. Os salva-vidas pediram para os frequentadores da praia não importunarem o animal.

A bióloga Cariane Campos Trigo, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), explicou que a presença desses animais na nossa costa não é comum nessa época do ano. “O normal é eles aparecem entre o outono e a primavera”, disse. “Eles se reproduzem na Argentina e no Uruguai e vêm para o Rio Grande do Sul em busca de alimento na dispersão pós-reprodutiva”, acrescentou a bióloga.

A orientação dos biólogos é que a população deixe o animal quieto para que ele 'retorne à água quando quiser. “Eles só entram na água para se alimentar, então é normal que fiquem na areia”, alertou Cariane, acrescentando que as pessoas não devem dar comida aos leões-marinhos.

No dia 29 de dezembro, um leão-marinho foi encontrado por banhistas na beira da praia de Capão Novo, também no Litoral Norte.

Cariane alertou que o mais comum nas praias gaúchas é lobo-marinho-sul-americano, muitas vezes chamado de “foquinha” ou “filhote de leão-marinho” por moradores e veranistas. “Todos os anos recebemos vários lobos-marinhos no Ceclimar que não precisariam ter sido removidos da beira da praia, pois estavam em ótimas condições. A retirada do animal é muito estressante e pode inclusive ocasionar a sua morte”, relatou.

Ela disse que é útil aos biólogos o registro fotográfico como fez o leitor Carlos Nogueira, para que se faça uma avaliação sobre o procedimento mais adequado para o animal. A bióloga ressaltou que ninguém deve dar comida, tentar molhá-los, levar para casa ou colocá-los de volta no mar. Em caso de dúvida, os veranistas podem entrar em contato com a Patrulha Ambiental da Brigada Militar ou com o Ceclimar, pelo e-mail fauna_marinha@ufrgs.br.

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