A bióloga Cariane Campos Trigo, do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), explicou que a presença desses animais na nossa costa não é comum nessa época do ano. “O normal é eles aparecem entre o outono e a primavera”, disse. “Eles se reproduzem na Argentina e no Uruguai e vêm para o Rio Grande do Sul em busca de alimento na dispersão pós-reprodutiva”, acrescentou a bióloga.
A orientação dos biólogos é que a população deixe o animal quieto para que ele 'retorne à água quando quiser. “Eles só entram na água para se alimentar, então é normal que fiquem na areia”, alertou Cariane, acrescentando que as pessoas não devem dar comida aos leões-marinhos.
No dia 29 de dezembro, um leão-marinho foi encontrado por banhistas na beira da praia de Capão Novo, também no Litoral Norte.
Cariane alertou que o mais comum nas praias gaúchas é lobo-marinho-sul-americano, muitas vezes chamado de “foquinha” ou “filhote de leão-marinho” por moradores e veranistas. “Todos os anos recebemos vários lobos-marinhos no Ceclimar que não precisariam ter sido removidos da beira da praia, pois estavam em ótimas condições. A retirada do animal é muito estressante e pode inclusive ocasionar a sua morte”, relatou.
Ela disse que é útil aos biólogos o registro fotográfico como fez o leitor Carlos Nogueira, para que se faça uma avaliação sobre o procedimento mais adequado para o animal. A bióloga ressaltou que ninguém deve dar comida, tentar molhá-los, levar para casa ou colocá-los de volta no mar. Em caso de dúvida, os veranistas podem entrar em contato com a Patrulha Ambiental da Brigada Militar ou com o Ceclimar, pelo e-mail fauna_marinha@ufrgs.br.