Geral

Lei para ampliar Hospital de Clínicas deve ser votada na quarta-feira

Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores

Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores
Câmara de Porto Alegre não deve realizar audiência pública sobre corte de árvores Foto : HCPA/Divulgação
O projeto de lei complementar do Executivo que pretende autorizar a ampliação do Hospital de Clínicas deverá ser votado na tarde da próxima quarta-feira, na Câmara de Vereadores. Se houver quórum, a previsão é de que os vereadores aprovem a obra que é alvo de críticas de ambientalistas e defensores do patrimônio histórico. Mesmo que solicitada, não deverá ser realizada audiência pública para discutir o projeto antes da votação.

“Minha expectativa é que todos os vereadores compareçam porque é urgente a aprovação desse projeto. Em 2012, houve audiência pública realizada pelo próprio hospital e não deverá haver nova discussão”, avaliou o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Thiago Duarte.

A Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc) de Porto Alegre impôs restrições para colocar a obra em prática por se tratar de um exemplar do estilo modernista. Já o corte de 240 árvores é contestado pela Associação Gaúcha de Proteção ao Meio Ambiente (Agapan) e Instituto Ingá de Estudos Ambientais.

O professor da UFRGS e ambientalista Paulo Brack argumentou que não foram apresentadas alternativas ao corte da vegetação que cumpre importante função para a recuperação de pacientes e para manutenção do conforto térmico do bairro. “É importante verificar se existe algum outro prédio que pode ser utilizado para realizar a ampliação sem a necessidade de derrubar tantas árvores. Muitas já foram cortadas nos últimos anos na região. O problema é que não nos apresentaram nenhuma alternativa, mesmo que solicitadas ao poder público”, sustentou.

Se aprovada a ampliação, o setor de Emergência passará a ter uma área de 5 mil metros quadrados e o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) ganhará 46 leitos, tendo a capacidade de atendimento elevada a 110 pacientes. Serão abertas também mais 40 salas de cirurgia. As obras para aumentar o hospital já deviam ter começado há três meses. Os recursos de R$ 408 milhões provenientes do Ministério da Educação poderão ser perdidos se não forem utilizados para a construção nos próximos meses.



Bookmark and Share