“Minha expectativa é que todos os vereadores compareçam porque é urgente a aprovação desse projeto. Em 2012, houve audiência pública realizada pelo próprio hospital e não deverá haver nova discussão”, avaliou o presidente da Comissão de Saúde da Câmara, Thiago Duarte.
A Equipe do Patrimônio Histórico e Cultural (Epahc) de Porto Alegre impôs restrições para colocar a obra em prática por se tratar de um exemplar do estilo modernista. Já o corte de 240 árvores é contestado pela Associação Gaúcha de Proteção ao Meio Ambiente (Agapan) e Instituto Ingá de Estudos Ambientais.
O professor da UFRGS e ambientalista Paulo Brack argumentou que não foram apresentadas alternativas ao corte da vegetação que cumpre importante função para a recuperação de pacientes e para manutenção do conforto térmico do bairro. “É importante verificar se existe algum outro prédio que pode ser utilizado para realizar a ampliação sem a necessidade de derrubar tantas árvores. Muitas já foram cortadas nos últimos anos na região. O problema é que não nos apresentaram nenhuma alternativa, mesmo que solicitadas ao poder público”, sustentou.
Se aprovada a ampliação, o setor de Emergência passará a ter uma área de 5 mil metros quadrados e o Centro de Tratamento Intensivo (CTI) ganhará 46 leitos, tendo a capacidade de atendimento elevada a 110 pacientes. Serão abertas também mais 40 salas de cirurgia. As obras para aumentar o hospital já deviam ter começado há três meses. Os recursos de R$ 408 milhões provenientes do Ministério da Educação poderão ser perdidos se não forem utilizados para a construção nos próximos meses.