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Lei que cria Central de Intérprete de Libras é promulgada em Porto Alegre

Presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Reginaldo Pujol promulgou em novembro a lei n º 12.743, já que o texto foi vetado pelo prefeito Nelson Marchezan Júnior

A lei  nº 12.743 que institui a criação do Programa Central de Intérpretes de Libras para Deficientes Auditivos, Surdos e Cegos foi promulgada pelo presidente da Câmara Municipal de Porto Alegre, Reginaldo Pujol, no dia 6 de novembro. O vereador de Porto Alegre, José Freitas (REP),  autor da iniciativa, afirma que o texto não foi sancionado porque sofreu veto do prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan Júnior. “Só quem pode sancionar uma lei é o prefeito”, explica. Agora, a lei  foi promulgada e  deve ser implementada na próxima gestão municipal, quando o novo chefe do executivo ( que será definido no dia 29 entre Manuela d'Ávila do PCdoB e Sebastião Melo do MDB) tomará posse  no dia 1º de janeiro de 2021.

O parlamentar, que busca estabelecer a medida desde 2016, conta que foi procurado pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (Feneis) e a Sociedade dos Surdos do Rio Grande do Sul para solicitar um programa que possibilitasse ajuda presencial. “ Na prefeitura, há um programa que se limita à ajuda on-line, como marcação de consultas, mas o  pedido das entidades representativas salienta a necessidade de oferecer um apoio presencial”, reforça.

 Freitas relata que existe em Alvorada uma Central de Intérpretes de Libras para Deficientes Auditivos, Surdos e Cegos, modelo que foi adequado para Porto Alegre. “ Muitas mulheres surdas deixam de ir aos médicos por não conseguirem se comunicar”, destaca. O programa prevê atendimento  presencial para o grupo contemplado, com horário agendado.

A  Central de Intérpretes de Libras para surdos, mudos e cegos poderá ser viabilizada  por meio de convênios e parcerias com órgãos públicos, instituições de ensino e entidades de direito público ou privada. A finalidade é proporcionar  um sistema de comunicação ativo para ampliar o acesso desse públicos ao atendimento em órgãos municipais. “Hoje, muitos surdos não conseguem acessar serviços básicos, como uma consulta ao médico, em função de dificuldades de comunicação e entendimento”, justifica e lembra que é preciso, de forma urgente, permitir melhor acesso a esse público.

O último censo censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , em 2010,  mostra que em Porto Alegre há 62 mil surdos, número que pode ter sido elevado, dez anos após o mapeamento. A entidade executa a atividade a cada dez anos, período definido  desde a época da Monarquia.