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Lei que impede eutanásia de animais de rua gera superlotação em canil da Capital

Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores avalia se animais não estão sendo recolhidos

Os problemas de lotação do canil do Centro de Controle de Zoonoses da Secretaria de Saúde de Porto Alegre (SMS) foram discutidas na manhã de terça-feira durante reunião na Comissão de Saúde e do Meio Ambiente na Câmara de Vereadores. Segundo o presidente da comissão, Carlos Todeschini, existem denúncias de que os animais não estão sendo recolhidos das ruas e que há problemas na estrutura do canil. Ele destacou que também há indícios de que possa haver um aumento nos casos de raiva.

A coordenadora do Núcleo de Vigilância em População Animal da Zoonose de Porto Alegre, Rejane Dias Veloso, destacou que desde que passou a vigorar uma lei estadual que impede a eutanásia dos animais de rua, em especial cães e gatos, o canil do Centro de Controle passou a ficar superlotado.

Ela afirmou que para evitar uma situação mais crítica, a SMS encaminhou solicitação à Procuradoria-Geral do Município para rever a aplicação da lei e buscar alternativas para cumpri-lá. “Antes de preservar a vida dos animais, o nosso trabalho é zelar pela saúde humana. Sem o controle da população de animais de rua isso fica comprometido”, afirmou Rejane, confirmando que animais têm ficado nas ruas. A integrante da Zoonose salientou ainda que as ações de doações de gatos e cachorros veem sendo incentivadas, para abrir novas vagas no canil.

O coordernador da Zoonose, Celso dos Anjos, explicou que neste ano foram registrado 16 casos de raiva na região do Extremo Sul de Porto Alegre e nove em outros pontos da cidade. Ele destacou que nos últimos anos as ocorrências da doença estão aumentando, porém, sempre afetando os animais. Anjos afirmou que quando um caso é identificado ocorre um trabalho para reduzir o campo de proliferação do vírus.

Para o vereador Beto Moesch, a SMS precisa ampliar os investimentos para criar condições de ampliar as instalações do canil. “A lei estadual serve para evitar que animais de rua sejam mortos. Então, o problema não é a legislação, mas a falta de interesse em querer cumprir essa determinação”, afirmou ele.