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Lei Seca reduz em 6,4% as mortes causadas pelo trânsito no RS

Pesquisa do Ministério da Saúde aponta 2,3 mil mortes a menos em todo o País

As mortes provocadas por acidentes de trânsito no Rio Grande do Sul tiveram redução de 6,4% um ano após a publicação da Lei Seca, que entrou em vigor em 19 de junho de 2008, comparando-se o mesmo período anterior à lei. O índice é superior à média nacional de 6,2%. O levantamento foi divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde.

No Estado, foram registradas 134 mortes a menos. Um ano antes da lei, 2.090 pessoas perderam a vida no trânsito. Após a norma passar a valer, o número caiu para 1.956. Em todo o País, o número de óbitos causados pelo trânsito foi reduzido de 37.161 para 34.859 – 2.302 mortes a menos.

Rio de Janeiro teve a maior redução

As maiores reduções ocorreram no Rio de Janeiro (-32%), Espírito Santo (-18,6 %), Distrito Federal (-15,1%, Alagoas (-15,8 %), Santa Catarina (-11,5%), Bahia (-6,1%), Paraná (-5,9%) e São Paulo (-6,5%). Ao todo, houve redução de mortes em 17 estados.

A taxa de mortalidade - que mede o risco de morte em acidentes de trânsito - também caiu. No ano anterior à lei, havia 18,7 mortes por 100 mil habitantes. No período seguinte à publicação da norma, a taxa estava em 17,3 por 100 mil - redução de 7,4%. Novamente, o Rio ficou com a menor taxa de mortalidade do País, com 8,5 mortes no trânsito por 100 mil habitantes.

Homens têm comportamento de risco maior que mulheres

A frequência de pessoas que dirigem após consumo abusivo de álcool passou de 2,1%, em 2007, para 1,4%, em 2008; e aumentou para 1,7%, em 2009, segundo dados do Vigitel, inquérito telefônico do Ministério da Saúde que monitora os fatores de risco para doenças e agravos à saúde da população. Embora tenha sofrido um aumento em 2009, esse índice se mantém inferior ao apontado pela pesquisa em 2007, antes da Lei Seca, o que reforça a importância de manter as ações de prevenção e fiscalização no trânsito.

“Houve tendência de redução no número de pessoas que dizem beber e dirigir, mas essa redução é lenta. Temos que usar a lei com todo vigor, com presença na rua, educação, prevenção, multa. Só assim vamos conseguir construir uma nova consciência nos motoristas, de que bebida e direção não combinam”, avaliou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Segundo o levantamento, o comportamento de risco é maior entre homens. Em 2007, o percentual de homens que disseram ter dirigido após consumo abusivo de álcool era de 4,1%. O índice caiu para 2,8%, em 2008, e aumentou para 3,3%, em 2009. As mulheres, por outro lado, apresentam frequência bastante abaixo da registrada pelos homens, mantendo-se estável desde nos últimos três anos, variando entre 0,2% e 0,3%.