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Lia Pires é velado em Porto Alegre

Advogado do caso Daudt será cremado às 14h desta segunda-feira

Lia Pires em entrevista de junho de 2008
Lia Pires em entrevista de junho de 2008 Foto : CP Memória
O corpo do advogado criminalista Oswaldo Lia Pires está sendo velado desde o início da tarde deste domingo, no Crematório São José. A família recebe visitas no local até as 14h de segunda-feira, quando ocorrerá a cerimônia de cremação. Lia Pires morreu na madrugada deste domingo, aos 92 anos.

Presente no velório, o filho de Lia Pires, o ortopedista José Luiz Rockett Pires, emocionou-se ao citar o neto do advogado. Gustavo de Azambuja Pires, filho de Rockett Pires e único da família a seguir carreira no Direito, morreu em 2008, aos 29 anos de complicações cardíacas. “Trabalharam juntos por sete anos e eram muito parecidos. Deveria ter dado a ele o nome de Oswaldo de Lia Pires Neto”, afirmou.

Lia Pires era casado há 65 anos com Dinah Rockett Pires, 89 anos, com quem teve três filhos, oito netos e três bisnetos. Com oratória flamante, o advogado foi protagonista de júris memoráveis e recheados de artimanhas. Ele é muito lembrado pelo "julgamento do século 20", no Rio Grande do Sul, em agosto de 1990, quando atuou na defesa do então deputado estadual Antônio Carlos Dexheimer, acusado de matar o também deputado e radialista José Antônio Daudt.

O presidente da OAB/RS, Claudio Lamachia, avaliou a morte do criminalista como uma perda irreparável para o Rio Grande do Sul e para os 80 mil advogados gaúchos. “Foi um exemplo de ética, dignidade e qualidade. Lia Pires foi e sempre será referência, sendo modelo para os atuais e para os futuros advogados”, enfatizou. O criminalista Amadeu Weinmann, salientou que o colega e amigo foi uma referência na América do Sul. “A perda é irrecuperável”, frisou.

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