A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que foi acionada pelo Corpo de Bombeiros, entrou em contato com a transportadora, que confirmou que o produto vazado era ácido clorídrico. Segundo o engenheiro químico do Serviço de Emergência da Fepam, Vilson Trava Dutra Filho, trata-se de um produto utilizado para limpeza que, ao entrar em contato com o solo e outros resíduos reage liberando uma fumaça.
De acordo com Dutra Filho, o resultado da reação só é tóxico no momento em que a fumaça é liberada. Ela pode causar mal estar em alguém que estiver próximo. Dois frascos de 10 litros cada quebraram ao cair no chão.
Orientados pela Fepam, os bombeiros cobriram o líquido com cimento. Uma empresa contratada pela transportadora retirou os resíduos, que serão encaminhados a um aterro de produtos perigosos do Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU).
Nesta quarta, a Fepam vai analisar o produto e, dependendo da classificação, verificar se a empresa tinha autorização para o transporte. Caso a documentação e as devidas permissões não estiverem de acordo com as normas, a transportadora pode ser autuada.