No evento, serão abertos os envelopes com a apresentação das tarifas técnicas ofertadas por cada empresa participante para cada lote. Na sequência, serão analisadas e julgadas as propostas, segundo os critérios definidos no edital, sendo a decisão da licitante vencedora de cada lote publicada no Diário Oficial. Em sessão posterior, serão abertos os envelopes referentes à documentação das empresas que ofertaram a menor tarifa em cada lote. A EPTC trabalha com uma tarifa de referência entre R$ 2,93.
Três lotes serão oferecidos: Norte, Sul e Leste. As empresas interessadas poderão apresentar propostas, que terão prazo de validade de 60 dias, para todos os lotes, mas só poderão ficar com um deles. O menor valor da tarifa será o critério para a escolha do vencedor, que será conhecido em 60 dias.
Uma das principais novidades da licitação é a diminuição do número de passageiros por metro quadrado nos ônibus. A alteração é uma estratégia para dar mais conforto aos usuários do sistema de transporte coletivo.
Outra mudança será a obrigatoriedade da utilização de instrumentos de monitoramento para o controle da qualidade do serviço prestado, com o cumprimento de metas. No caso de não cumprimento, penalidades serão aplicadas as empresas ou consórcios.
A licitação foi construída a partir de contribuições da população nos encontros do Orçamento Participativo (OP), com a participação de cerca de 1.700 pessoas, em 24 reuniões realizadas nas 17 regiões da cidade.
Esta será a primeira licitação na história do transporte coletivo de Porto Alegre, desde a década de 1920, quando foi autorizada a operação de ônibus na Capital. Desde então, o sistema funciona através de permissões. Atualmente são 1.704 ônibus, 400 linhas, operados em três consórcios (STS, Unibus e Conorte), além da empresa pública Carris.