Presidente da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Vanderlei Cappellari garantiu que a tarifa de ônibus não sofrerá alteração neste ano, ainda que esteja decorrendo o processo de licitação do transporte público de Porto Alegre. O novo preço deve ser anunciado em 2016, a partir do modelo tarifário adotado no ano passado. Mas nem Cappellari, nem o prefeito José Fortunati deram esperança de uma tarifa menor. Eles enfatizaram que os usuários ganharão em qualidade.
A menor tarifa em proposta apresentada pelas empresas nesta segunda-feira foi de R$ 3,0559 e a maior, R$ 4,2202. Cappellari explica que, apesar das peculiaridades entre os lotes, o modelo operacional continuará adotando tarifa única para os usuários. As gratuidades se mantêm da mesma forma como estão estabelecidas hoje.
Elementos que compõem o preço em tendência de alta
Não faz parte dos benefícios da licitação do transporte público de Porto Alegre, a queda do valor da passagem dos ônibus. “Para isso acontecer são necessárias, no mínimo, duas coisas: óleo diesel com valor diferenciado e maior velocidade comercial dos coletivos”, afirmou o presidente da empresa Sudeste, líder do consórcio de Mobilidade da Área Integrada Sudeste (Mais), José Alberto Guerreiro.
Conforme o empresário, os agentes formadores do preço da passagem têm seguido caminho oposto: nos últimos 12 meses o diesel subiu mais que a gasolina e a velocidade média dos ônibus baixou da média de 26 km/h, nos anos 1990, para 13 km/h atualmente.
O consórcio Mais disputa, sem concorrentes, a bacia 6, relativa às áreas Lomba do Pinheiro, Partenon, Agronomia e corredor da avenida Bento Gonçalves. “Por mês rodamos mais de 50 mil quilômetros, no transporte de 140 mil pessoas por dia, em vias sem asfalto, talvez por isso ninguém tenha se interessado, pois o custo é alto”, avaliou. Além da Sudeste, integram o Mais, além da Sudeste, a empresa Gazômetro.
Prefeito destaca maior poder de fiscalização
Se não baixar o preço, na opinião de Fortunati, a licitação vai impor qualidade na prestação do serviço: “Existem critérios técnicos que vão permitir uma maior fiscalização por parte da população. Estes itens também serão permanentemente avaliados pela EPTC para que, ao longo dos próximos 20 anos, possamos qualificar o transporte coletivo”.
O gerente técnico da Associação dos Transportadores de Passageiros de Porto Alegre (ATP), Gustavo Simionovschi, afirmou que todas as propostas das empresas da cidade devem sair vencedoras do processo. “As propostas estão corretas e atendem exatamente ao que foi solicitado. Demos todo suporte para montar as ofertas de cada consórcio”, assegurou.
Propostas
Consórcio Via Leste (liderado pela VAP) - apresentou proposta para lote 5
Stadbus (de Santa Cruz do Sul) - apresentou proposta para os lotes 1, 4 e 5
Consórcio Sul (liderado pela Trevo) - apresentou propostas para lotes 3 e 4
Consórcio Sudeste - apresentou propostas para o lote 6
Consórcio Mobi (liderado pela Sopal) - lote 1 e 2
Tarifas
• Proposta da Stadbus para o lote 1 é de um custo da passagem de R$ 3,2803.
• Proposta da Mobi para o lote 1 é de R$ 3,2903.
• Proposta do Consórcio Sul para o lote 3 é de R$ 3,0559.
• Proposta da Stadbus para o lote 4 é R$ 4,2202
• Proposta do Consórcio Sul para o lote 4 é de 4,0379.
• Proposta da Stadbus para o lote 5 é de R$ 3,4181.
• Proposta do Consórcio Leste para o lote 5 é de R$ 3,4507.
• Proposta do Consórcio Sudeste para o lote 6 é de R$ 3,4674.
Licitação não deve proporcionar tarifa menor na Capital
EPTC garante que Porto Alegre seguirá com tarifa única e gratuidades de hoje serão mantidas